Com certa freqüência, os noticiários mostram doenças infecciosas que se consideravam próprias da infância acometendo adultos, muitas vezes com gravidade e até levando ao óbito. A maioria destas doenças é prevenível por vacinas.
Muito raramente os médicos que atendem adultos perguntam pelo estado vacinal do seu paciente ou indicam aplicação de vacinas.
Algumas vacinas necessitam ser repetidas em intervalos regulares, como as do tétano e da difteria, que com o tempo vão perdendo a capacidade de proteção e a cada 10 anos devem ser renovadas.
É comum o adulto ter dúvidas se teve a doença, ou se tomou a vacina. Cadernetas de vacinação geralmente são perdidas e não existe no seu prontuário médico, ao contrário do prontuário da criança, qualquer informação sobre vacinas.
Doenças, como o sarampo, têm atingido países do primeiro mundo e contaminado adultos não vacinados que viajam e trazem o risco da reintrodução do vírus, que no Brasil já está sendo considerado eliminado.
A coqueluche tem feito vítimas fatais em crianças muito pequenas ainda não vacinadas ou com vacinação incompleta e estudos mostram que a transmissão para estas crianças se dá principalmente por intermédio de pais, irmãos adolescentes, avôs e babás.
A Hepatite B, depois de muitas campanhas gerenciadas pelo Ministério da Saúde apontando a transmissão sexual, talvez seja a vacina que mais os adultos informam terem recebido. Também foi realizada no Brasil, em 2007, a campanha de vacinação contra a rubéola para o adulto jovem que apesar de grande resistência, alcançou muito boa cobertura, mas dificilmente este jovem guarda consigo o comprovante ou sabe informar qual vacina tomou.
A vacina da gripe e a vacina tríplice bacteriana acelular do adulto, dTap (difteria, tétano e coqueluche) tem importante recomendação para mulheres grávidas.
O Brasil, devido à cobertura vacinal obtida com a “campanha nacional de vacinação contra influenza”, passou pela estação da gripe (inverno) sem maiores problemas, enquanto que no hemisfério norte (EUA e Europa), onde a cobertura foi baixa, ocorreu no inverno de 2010/2011 epidemia de influenza com casos graves e óbitos, principalmente em gestantes, crianças pequenas e adultos jovens.
Esperamos atingir um tempo em que o médico clínico internalize a necessidade de deter o conhecimento sobre vacinas e de proteger os seus pacientes com a simples indicação de uma vacina.
Investimentos baseados em informação e divulgação para o público adulto sobre a necessidade e a importância das vacinas para esta faixa etária, talvez possa mudar este quadro invertendo o paradigma, quando o paciente surpreenderá seu médico com a pergunta: Doutor qual é a vacina que devo tomar hoje?
PS - Publicado originalmente pela autora no site:www.prophylaxis.com.br
Sejam bem vindos ao meu blog. Espero abordar assuntos de interesse do público relacionados a minha experiência em saúde pública e outros assuntos de interesse. Atualmente estou trabalhando com Medicina de Viagem. O blog está aberto a comentários e colaborações.
domingo, 20 de novembro de 2011
terça-feira, 23 de agosto de 2011
PERGUNTAS COMUNS QUE OS PAIS FAZEM SOBRE VACINAÇÃO DOS FILHOS
1)É bom para o meu filho tomar tantas vacinas num só dia?
R- Sim. Estudos mostram que o organismo das crianças pode assimilar muitas vacinas ao mesmo tempo. É seguro receber várias vacinas de uma vez, mesmo para o recém nascido. A combinação de vacinas protege seu filho contra mais de uma doença com uma simples aplicação.
Atualmente há um número maior de aplicações do que há alguns anos atrás. Isto acontece porque com o avanço da ciência nós somos capazes de proteger seu filho contra um maior número de doenças do que antes.
2)Os lactentes têm uma imunidade natural?
R- Os bebês têm uma proteção (anticorpos) temporária, adquirida da mãe nos últimas semanas de gravidez, mas somente para as doenças que a mãe já teve e está imune, porém, estes anticorpos duram apenas alguns meses, deixando a criança vulnerável a doenças.
3)Nós já não temos a maioria das doenças controladas no nosso país? Por que continuar na vacinação contra estas doenças?
R- Graças às vacinas, a maioria das doenças preveníveis por vacinas estão sob controle no país. Porém, doenças já bem controladas ou consideradas eliminadas em nosso país continuam ocorrendo em outros países e podem ser reintroduzidas. Poucos casos podem se transformar rápidamente em centenas ou milhares de casos se pararmos de vacinar. Crianças que não estão completamente vacinadas podem ficar seriamente doentes e disseminar para a comunidade.
4)Posso esperar até que meu filho entre na escola para atualizar as vacinas?
R- Não espere para proteger seu filho do risco destas doenças quando ele precisa de proteção agora. É mais fácil manter as vacinas atualizadas do que esperar situações que demandem vacina. Acompanhe pelo calendário infantil (www.prophylaxis.com.br) as vacinas que devem ser aplicadas de acordo com a idade do seu filho.
5) Por que meu filho precisa fazer a vacina contra a catapora? Ela não é uma doença leve?
R-A catapora ou varicela evolui de forma benigna na maioria das crianças, porém, algumas complicações podem acontecer. A catapora pode se transformar em uma doença grave se as lesões forem contaminadas, além de outras complicações. Estudos nos EUA mostram que 1 entre 500 crianças são hospitalizadas por catapora e que algumas podem até evoluir para óbito.
6) Meu filho está doente agora. Posso levá-lo para vacinar?
R- Crianças podem ser vacinadas se apresentarem uma doença leve como um resfriado comum, dor de ouvido, febre baixa ou diarréia leve. Converse com o médico antes da vacinação e exponha suas dúvidas.
7) Se atrasar uma dose da vacina é necessário iniciar novamente o esquema?
R- Não. O esquema deve ser continuado com a dose que deveria ter sido aplicada, tipo 2ª ou 3ª dose ou dose de reforço. A dose anterior não perde o efeito e a conduta é dar continuidade ao esquema.
P.S. Publicado originalmente pela autora no site www.prophylaxis.com.br
terça-feira, 26 de julho de 2011
SARAMPO - ATENÇÃO PARA O AUMENTO DO NÚMERO DE CASOS IMPORTADOS.
Sarampo é uma doença altamente contagiosa que pode levar a sérias complicações e a morte. Após exposição, aproximadamente 90% dos suscetíveis desenvolvem a doença, pondo em risco outras pessoas da comunidade.
As Américas foram consideradas livres de circulação do vírus do sarampo após amplas campanhas de imunização contra o sarampo. Porém, eventualmente vem ocorrendo casos importados que têm mostrado uma tendência crescente.
Nos EUA uma média de 56 casos importados tem sido notificada ao CDC, anualmente. Porém, de 1º de janeiro até 17 de junho de 2011, já foram notificados 156 casos confirmados. Destes, 136 (88%) são casos importados de países endêmicos ou de países com importantes epidemias. Estes casos envolvem pessoas residentes nos EUA não vacinadas, pessoas que viajaram recentemente para o exterior, visitantes não vacinados e pessoas ligadas a estes casos importados.
Doze surtos ocorreram ligados a estes casos (47% dos 156 casos). A transmissão ocorreu em domiciliares, creches, escolas, unidades de emergência e um grande surto em comunidade: 21 pessoas em Minesotta, onde muitas crianças não eram vacinadas, incluindo 24 que os pais alegaram razões religiosas ou pessoais (dúvidas dos pais em relação a segurança da vacina tríplice viral).
Do total de casos, 133 (85%) não eram vacinados ou não tinham documentação do estado vacinal. Dos 139 casos de residentes no país, 86 (62%), eram nãovacinados, 30 (22%) não tinham documetação do estado vacinal, 11 (8%) tinham recebido uma dose de tríplice viral, 11 receberam 2 doses e 1 recebeu 3 doses documemntadas.
A faixa etária dos casos foi de 3 meses até 68 anos, assim distribuídos:
• menor de 1 ano- 15%
• de 1 a 4 anos- 20%
• de 5 a 9 anos – 19%
• maior de 20 anos -45%
A taxa de hospitalização foi maior em crianças com mais de 5 anos e adultos.
Esta taxa anormal de importações nos 6 primeiros meses está relacionada ao aumento do sarampo em países visitados pelos viajantes.
As fontes mais importantes estão em países da Europa e do Sudeste da Ásia. Este ano, 33 países da Europa notificaram um aumento de sarampo. A França está tendo a experiência de uma epidemia com aproximadamente 6.500 casos notificados durante os 4 primeiros meses de 2011, incluindo 12 casos de encefalite, 360 casos de sarampo grave com pneumonia e 6 óbitos.
No Brasil, nos 4 primeiros meses, ocorreram:
• Rio de Janeiro- 2 casos da mesma família, importados da França;
• Campo Grande (Mato Grosso do Sul)- um caso proveniente da França;
• Rio Grande do Sul – 16 casos suspeitos, 5 sob investigação e 2 confirmados no Município de Viamão: 1º caso teve contato com o caso de Campo Grande num meio de transporte e o 2º caso teve contato com o primeiro caso de Viamão no consultório particular.
Este relato nos fala da necessidade de manter altas taxas de cobertura vacinal com a vacina tríplice viral (sarampo, rubéola, caxumba), haja vista, a facilidade de entrada de casos importados de outros países, inclusive do primeiro mundo, que continuam endêmicos para o sarampo.
Fonte: Notas técnicas da Secretaria de Vigilância em Saúde/ MS (jan a maio/2011)
IAC (Immunization Action Coalition)/-Extra edition - julho de 2011
CDC reports:156 measles cases across the U.S. in 2011
PS-Publicado originalmente pela autora no site: www.prophylaxis.com.br
As Américas foram consideradas livres de circulação do vírus do sarampo após amplas campanhas de imunização contra o sarampo. Porém, eventualmente vem ocorrendo casos importados que têm mostrado uma tendência crescente.
Nos EUA uma média de 56 casos importados tem sido notificada ao CDC, anualmente. Porém, de 1º de janeiro até 17 de junho de 2011, já foram notificados 156 casos confirmados. Destes, 136 (88%) são casos importados de países endêmicos ou de países com importantes epidemias. Estes casos envolvem pessoas residentes nos EUA não vacinadas, pessoas que viajaram recentemente para o exterior, visitantes não vacinados e pessoas ligadas a estes casos importados.
Doze surtos ocorreram ligados a estes casos (47% dos 156 casos). A transmissão ocorreu em domiciliares, creches, escolas, unidades de emergência e um grande surto em comunidade: 21 pessoas em Minesotta, onde muitas crianças não eram vacinadas, incluindo 24 que os pais alegaram razões religiosas ou pessoais (dúvidas dos pais em relação a segurança da vacina tríplice viral).
Do total de casos, 133 (85%) não eram vacinados ou não tinham documentação do estado vacinal. Dos 139 casos de residentes no país, 86 (62%), eram nãovacinados, 30 (22%) não tinham documetação do estado vacinal, 11 (8%) tinham recebido uma dose de tríplice viral, 11 receberam 2 doses e 1 recebeu 3 doses documemntadas.
A faixa etária dos casos foi de 3 meses até 68 anos, assim distribuídos:
• menor de 1 ano- 15%
• de 1 a 4 anos- 20%
• de 5 a 9 anos – 19%
• maior de 20 anos -45%
A taxa de hospitalização foi maior em crianças com mais de 5 anos e adultos.
Esta taxa anormal de importações nos 6 primeiros meses está relacionada ao aumento do sarampo em países visitados pelos viajantes.
As fontes mais importantes estão em países da Europa e do Sudeste da Ásia. Este ano, 33 países da Europa notificaram um aumento de sarampo. A França está tendo a experiência de uma epidemia com aproximadamente 6.500 casos notificados durante os 4 primeiros meses de 2011, incluindo 12 casos de encefalite, 360 casos de sarampo grave com pneumonia e 6 óbitos.
No Brasil, nos 4 primeiros meses, ocorreram:
• Rio de Janeiro- 2 casos da mesma família, importados da França;
• Campo Grande (Mato Grosso do Sul)- um caso proveniente da França;
• Rio Grande do Sul – 16 casos suspeitos, 5 sob investigação e 2 confirmados no Município de Viamão: 1º caso teve contato com o caso de Campo Grande num meio de transporte e o 2º caso teve contato com o primeiro caso de Viamão no consultório particular.
Este relato nos fala da necessidade de manter altas taxas de cobertura vacinal com a vacina tríplice viral (sarampo, rubéola, caxumba), haja vista, a facilidade de entrada de casos importados de outros países, inclusive do primeiro mundo, que continuam endêmicos para o sarampo.
Fonte: Notas técnicas da Secretaria de Vigilância em Saúde/ MS (jan a maio/2011)
IAC (Immunization Action Coalition)/-Extra edition - julho de 2011
CDC reports:156 measles cases across the U.S. in 2011
PS-Publicado originalmente pela autora no site: www.prophylaxis.com.br
VIAGEM DE FÉRIAS – BOA OPORTUNIDADE PARA ATUALIZAR VACINAS DE ROTINA
Viajar é uma boa oportunidade para que os profissionais de saúde avaliem o estado imunitário de bebês, crianças, adolescentes e adultos.
Os viajantes devem ser aconselhados a verificar se foram totalmente vacinados contra sarampo, rubéola, caxumba, difteria, tétano, coqueluche e poliomielite antes de iniciar sua viagem.
Não existe um esquema simples para imunização dos viajantes. Cada esquema deve ser personalizado e adequado de acordo com a história de vacinação, com os países a serem visitados, com o tipo e duração da viagem e com o tempo disponível antes da viagem. Mas, em primeiro lugar, a pessoa que viaja deve estar com seu esquema vacinal de rotina atualizado.
Após a vacinação, a resposta imune do indivíduo vacinado será máxima num período que varia com a vacina, o número de doses necessárias e se o indivíduo tinha sido vacinado previamente contra a mesma doença.
É recomendado para o viajante visitar um serviço de medicina de viagem no periodo de 4 a 8 semanas antes da viagem, de maneira que possa haver tempo suficiente para que os esquemas sejam completados. Contudo, mesmo que a partida seja iminente, ainda haverá tempo para alguma vacinação e para as orientações.
PS- Publicado originalmente no site:www.prophylaxis.com.br
Os viajantes devem ser aconselhados a verificar se foram totalmente vacinados contra sarampo, rubéola, caxumba, difteria, tétano, coqueluche e poliomielite antes de iniciar sua viagem.
Não existe um esquema simples para imunização dos viajantes. Cada esquema deve ser personalizado e adequado de acordo com a história de vacinação, com os países a serem visitados, com o tipo e duração da viagem e com o tempo disponível antes da viagem. Mas, em primeiro lugar, a pessoa que viaja deve estar com seu esquema vacinal de rotina atualizado.
Após a vacinação, a resposta imune do indivíduo vacinado será máxima num período que varia com a vacina, o número de doses necessárias e se o indivíduo tinha sido vacinado previamente contra a mesma doença.
É recomendado para o viajante visitar um serviço de medicina de viagem no periodo de 4 a 8 semanas antes da viagem, de maneira que possa haver tempo suficiente para que os esquemas sejam completados. Contudo, mesmo que a partida seja iminente, ainda haverá tempo para alguma vacinação e para as orientações.
PS- Publicado originalmente no site:www.prophylaxis.com.br
sábado, 18 de junho de 2011
EPIDEMIA DE E.COLI NA EUROPA
Está ocorrendo na Europa uma epidemia de E.coli com um número importante de casos (mais de 3.000) e óbitos (35). Os primeiros casos foram notificados e maio de 2011.
A doença é causada pela bactéria Escherichia coli O 104:H4, produtora da toxina Shiga e leva à Siíndrome Hemolítico Urêmica (HUS).
A ocorrência da maioria dos casos está restrita ao norte da Alemanha, principalmente Bremen, Hamburgo, Saxonia e Schleswig-Holstein. Alguns casos foram notificados em outros países da Europa ( Dinamarca, Noruega, Espanha, Suécia e Reino Unido), porém, exclusivamente de pessoas que viajaram para o norte da Alemanha. Estados Unidos e Canadá também notificaram casos associados a viagens para Alemanha.
A maioria dos casos ocorreu em adultos com predomínio em mulheres.
A Síndrome Hemolítico Urêmica (HUS) é doença grave que pode levar a complicações fatais. É caracterizada por falência renal e anemia.
Essa cepa já foi registrada em outros momentos, mas não em surtos desta proporção. Neste surto há predomínio dos casos em adultos e os alimentos possivelmente envolvidos são de origem vegetal.
Sintomas: Caimbras abdominais e diarréia que evolui para diarréia sanguinolenta. A febre não costuma ser muito alta . HUS geralmente ocorre após alguns dias (3 a 6 dias ) quando a toxina chega à corrente sanguínea e causa um conjunto de alterações: anemia hemolítica, trombocitopenia, e nefropatia aguda que leva à insuficiência renal.
Transmissão: Étransmitida de pessoa a pessoa por via fecal-oral. Os sintomas geralmente aparecem 2 a 10 dias após a exposição.
As primeiras informações davam conta que a epidemia estaria associada a produtos vegetais contaminados (pepinos, tomates e alface).
Atualmente sementes germinadas (brotos de feijão, lentilha, etc.) foram identificadas como a possível causa desta epidemia. Autoridades Sanitárias da Alemanha recomendam que a população evite comer brotos de feijão crus de qualquer origem no país.
Recomendações aos viajantes que se dirigem à Alemanha:
A doença é causada pela bactéria Escherichia coli O 104:H4, produtora da toxina Shiga e leva à Siíndrome Hemolítico Urêmica (HUS).
A ocorrência da maioria dos casos está restrita ao norte da Alemanha, principalmente Bremen, Hamburgo, Saxonia e Schleswig-Holstein. Alguns casos foram notificados em outros países da Europa ( Dinamarca, Noruega, Espanha, Suécia e Reino Unido), porém, exclusivamente de pessoas que viajaram para o norte da Alemanha. Estados Unidos e Canadá também notificaram casos associados a viagens para Alemanha.
A maioria dos casos ocorreu em adultos com predomínio em mulheres.
A Síndrome Hemolítico Urêmica (HUS) é doença grave que pode levar a complicações fatais. É caracterizada por falência renal e anemia.
Essa cepa já foi registrada em outros momentos, mas não em surtos desta proporção. Neste surto há predomínio dos casos em adultos e os alimentos possivelmente envolvidos são de origem vegetal.
Sintomas: Caimbras abdominais e diarréia que evolui para diarréia sanguinolenta. A febre não costuma ser muito alta . HUS geralmente ocorre após alguns dias (3 a 6 dias ) quando a toxina chega à corrente sanguínea e causa um conjunto de alterações: anemia hemolítica, trombocitopenia, e nefropatia aguda que leva à insuficiência renal.
Transmissão: Étransmitida de pessoa a pessoa por via fecal-oral. Os sintomas geralmente aparecem 2 a 10 dias após a exposição.
As primeiras informações davam conta que a epidemia estaria associada a produtos vegetais contaminados (pepinos, tomates e alface).
Atualmente sementes germinadas (brotos de feijão, lentilha, etc.) foram identificadas como a possível causa desta epidemia. Autoridades Sanitárias da Alemanha recomendam que a população evite comer brotos de feijão crus de qualquer origem no país.
Recomendações aos viajantes que se dirigem à Alemanha:
- Faça uso de alimentos seguros: evite alimentos crus, sementes germinadas cruas.
- Água - somente industrializada.
- Lave as mãos com frequência.
- Ao voltar da viagem , se apresentar diarréia com sangue e/ou caimbras abdominais, procure imediatamente um atendimento médico e informe-o de sua viagem recente.
sábado, 30 de abril de 2011
O que há de novo sobre a vacina da influenza nesta estação 2011
Quem deve receber a vacina nesta estação?
Todas as pessoas de seis meses e mais devem receber a vacina anual. Esta é uma nova recomendação do Comitê Assessor de Práticas de Imunização (ACIP/CDC/EUA) que votou pela expansão da faixa etária, possibilitando assim vacinar um maior número de pessoas.
Por que desta recomendação?
A intenção é remover barreiras para a vacinação da influenza, como a dificuldade de definir a indicação específica para vacinação. Esta estratégia visa proteger o maior número de pessoas contra a doença.
A decisão é sustentada pelo conhecimento de que a vacina é segura e efetiva com benefício potencial para todos os grupos etários. Mesmo adultos saudáveis, sem riscos identificados previamente, podem sofrer complicações da influenza.
Estudos americanos identificaram novos grupos com risco de sérias complicações em indivíduos com obesidade mórbida, nativos do Alaska e indios americanos.
Existe necessidade de receber duas vacinas nesta estação?
Não. Este ano a vacina produzida protege contra os tres vírus apontados pelas pesquisas, sendo um deles, o A/H1N1 que no ano passado foi aplicado separadamente.
Crianças de 6 meses a 8 anos completos que nunca receberam a vacina sazonal devem receber duas doses da vacina com intervalo mínimo de 4 semanas.
Esta vacina sazonal protege contra quais vírus?
A vacina da influenza é atualizada a cada ano de acordo com as pesquisas que indicam os vírus que vão circular na próxima estação.
A vacina atual protege contra o vírus A/H1N1 que causou tantos danos na última estação e contra dois outros vírus : A/H3N2 e influenza B.
Devo receber a vacina mesmo se eu recebi a vacina H1N1 em 2010, porém mais tarde, isto é já fora da estação da gripe 2010?
Sim. A vacina é atualizada em cada estação para dar proteção contra os vírus que causam mais doença indicados pelas pesquisas. A vacina 2011 dá proteção para mais dois vírus que não estavam incluídos na vacina A/H1N1 em 2010.
Se você não tomar a vacina sazonal você não estará protegido contra os três principais vírus que circulam nesta estação.
Observação- O Programa Nacional de Imunizações (PNI/MS) expandiu também a população alvo para vacinação sazonal incluindo, além dos idosos, grupos de risco como crianças de 6 meses a 2 anos, gestantes, profissionais de saúde, população carcerária e população indígena. Esta estratégia é perfeitamente compreensivel pela enorme quantidade de vacinas necessárias para vacinar uma população tão grande como a do Brasil e gratuitamente. Se fosse adotada a recomendação de vacinação universal dificilmente haveria produção de vacinas que cobrissem a necessidade do país.
PS- publicado originalmente pela autora no site http://www.prophylaxis.com.br/
Todas as pessoas de seis meses e mais devem receber a vacina anual. Esta é uma nova recomendação do Comitê Assessor de Práticas de Imunização (ACIP/CDC/EUA) que votou pela expansão da faixa etária, possibilitando assim vacinar um maior número de pessoas.
Por que desta recomendação?
A intenção é remover barreiras para a vacinação da influenza, como a dificuldade de definir a indicação específica para vacinação. Esta estratégia visa proteger o maior número de pessoas contra a doença.
A decisão é sustentada pelo conhecimento de que a vacina é segura e efetiva com benefício potencial para todos os grupos etários. Mesmo adultos saudáveis, sem riscos identificados previamente, podem sofrer complicações da influenza.
Estudos americanos identificaram novos grupos com risco de sérias complicações em indivíduos com obesidade mórbida, nativos do Alaska e indios americanos.
Existe necessidade de receber duas vacinas nesta estação?
Não. Este ano a vacina produzida protege contra os tres vírus apontados pelas pesquisas, sendo um deles, o A/H1N1 que no ano passado foi aplicado separadamente.
Crianças de 6 meses a 8 anos completos que nunca receberam a vacina sazonal devem receber duas doses da vacina com intervalo mínimo de 4 semanas.
Esta vacina sazonal protege contra quais vírus?
A vacina da influenza é atualizada a cada ano de acordo com as pesquisas que indicam os vírus que vão circular na próxima estação.
A vacina atual protege contra o vírus A/H1N1 que causou tantos danos na última estação e contra dois outros vírus : A/H3N2 e influenza B.
Devo receber a vacina mesmo se eu recebi a vacina H1N1 em 2010, porém mais tarde, isto é já fora da estação da gripe 2010?
Sim. A vacina é atualizada em cada estação para dar proteção contra os vírus que causam mais doença indicados pelas pesquisas. A vacina 2011 dá proteção para mais dois vírus que não estavam incluídos na vacina A/H1N1 em 2010.
Se você não tomar a vacina sazonal você não estará protegido contra os três principais vírus que circulam nesta estação.
Observação- O Programa Nacional de Imunizações (PNI/MS) expandiu também a população alvo para vacinação sazonal incluindo, além dos idosos, grupos de risco como crianças de 6 meses a 2 anos, gestantes, profissionais de saúde, população carcerária e população indígena. Esta estratégia é perfeitamente compreensivel pela enorme quantidade de vacinas necessárias para vacinar uma população tão grande como a do Brasil e gratuitamente. Se fosse adotada a recomendação de vacinação universal dificilmente haveria produção de vacinas que cobrissem a necessidade do país.
PS- publicado originalmente pela autora no site http://www.prophylaxis.com.br/
quinta-feira, 24 de março de 2011
Proteção individual contra dengue. Por que não?
Estamos em plena estação do dengue. O número de casos notificados no município do Rio de Janeiro nestes 2 meses e 23 dias do ano de 2011(9.152) já é 3 vezes maior do que o total de casos ocorridos durante todo o ano de 2010. O vírus predominante é o vírus 1. Casos graves e óbitos vem ocorrendo inclusive em crianças.
Toda vez que um viajante se dirige para o Brasil ou para outros países onde ocorre dengue ou outra doença transmitida pela picada de mosquitos como febre amarela, malária e muitas outras, ele recebe orientação para se proteger da picada do inseto. De que maneira? Ele é aconselhado a usar roupas claras, blusas com mangas compridas se possível, calças compridas, calçados fechados (tipo tenis) com meias de preferência na cor branca. Também é recomendado com muita ênfase o uso de repelentes nas partes expostas.
Já existe no Brasil repelente de Icaridina, aprovado pela ANVISA, sob a forma spray e creme que dá proteção eficiente durante 10 horas. O repelente sob a forma de spray pode tanbém ser aplicado nas roupas, principalmente calças compridas. Produtos repelentes que usam o DEET também são eficientes porém, apresentam proteção num tempo bem menor.
Nos Estados Unidos onde ocorre sazonalmente casos de Febre do Oeste do Nilo que é uma doença também transmitida por mosquitos, a orientação é proteção com vestes adequadas e repelentes.
Em 2008, na maior epidemia já ocorrida no Rio de Janeiro (dengue 2), a Secretaria Municipal de Saúde orientou à Secretaria Municipal de Educação que recomendasse aos pais a proteção individual das crianças, isto é, roupas adequadas e repelentes. Também foram feitos folders com estas orientações tanto para crianças como para adultos.
Por que pessoas que viajam para o Brasil são orientadas a seguir as medidas de proteção individual e a população do Brasil não recebe esta orientação que não faz parte do programa de controle do dengiue? Por que não incentivar a midia no sentido de divulgar a proteção individual?
Além das medidas de controle do mosquito através dos métodos clássicos e já bastante conhecidos que envolvem população e órgãos públicos e que até hoje não foram capazes de impedir a ocorrência de casos de dengue devido à grande complexidade das estruturas urbanas e ao tipo de clima (tropical), a população deve ser orientada sobre as medidas de proteção individual.
Toda vez que um viajante se dirige para o Brasil ou para outros países onde ocorre dengue ou outra doença transmitida pela picada de mosquitos como febre amarela, malária e muitas outras, ele recebe orientação para se proteger da picada do inseto. De que maneira? Ele é aconselhado a usar roupas claras, blusas com mangas compridas se possível, calças compridas, calçados fechados (tipo tenis) com meias de preferência na cor branca. Também é recomendado com muita ênfase o uso de repelentes nas partes expostas.
Já existe no Brasil repelente de Icaridina, aprovado pela ANVISA, sob a forma spray e creme que dá proteção eficiente durante 10 horas. O repelente sob a forma de spray pode tanbém ser aplicado nas roupas, principalmente calças compridas. Produtos repelentes que usam o DEET também são eficientes porém, apresentam proteção num tempo bem menor.
Nos Estados Unidos onde ocorre sazonalmente casos de Febre do Oeste do Nilo que é uma doença também transmitida por mosquitos, a orientação é proteção com vestes adequadas e repelentes.
Em 2008, na maior epidemia já ocorrida no Rio de Janeiro (dengue 2), a Secretaria Municipal de Saúde orientou à Secretaria Municipal de Educação que recomendasse aos pais a proteção individual das crianças, isto é, roupas adequadas e repelentes. Também foram feitos folders com estas orientações tanto para crianças como para adultos.
Por que pessoas que viajam para o Brasil são orientadas a seguir as medidas de proteção individual e a população do Brasil não recebe esta orientação que não faz parte do programa de controle do dengiue? Por que não incentivar a midia no sentido de divulgar a proteção individual?
Além das medidas de controle do mosquito através dos métodos clássicos e já bastante conhecidos que envolvem população e órgãos públicos e que até hoje não foram capazes de impedir a ocorrência de casos de dengue devido à grande complexidade das estruturas urbanas e ao tipo de clima (tropical), a população deve ser orientada sobre as medidas de proteção individual.
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