A incidência do dengue e da febre hemorrágica do dengue tem aumentado significativamente nestas últimas décadas. No mundo, anualmente são estimados 50 a 100 milhões de casos de Febre do Dengue (Dengue clássico) e cerca de 250.000 a 500.00 casos de Febre Hemorrágica do Dengue ou Dengue Grave.
A situação epidemiológica da América Latina agora se assemelha a do Sudeste Asiático.
A co-circulação de vários tipos de dengue tem sido relatada por vários países. Nas Américas, o dengue hemorrágico ou dengue grave tem sido observado em crianças e adultos; a infecção secundária por um vírus de sorotipo diferente tem sido confirmada como um importante fator de risco para a forma grave da doença.
O único método disponível atualmente para prevenir o dengue é o controle do mosquito transmissor (Aedes aegypti). Este método provou ser caro e na maioria das vezes não produz o resultado esperado.
As vacinas do dengue são a principal esperança de um método realmente eficiente para o controle desta doença. Devem assegurar proteção sólida e duradoura para os quatro tipos de vírus de dengue, em países endêmicos.
O dengue não recebe alta prioridade da comunidade global de saúde apesar de receber altíssima prioridade nos países endêmicos. Existe uma grande necessidade de medidas de apoio e de comunicação para que os países em desenvolvimento recebam um suporte necessário à introdução das vacinas de dengue com sucesso.
PLANEJAMENTO PARA INTRODUÇÃO DE UMA VACINA DO DENGUE
Pela primeira vez um planejamento estratégico para a introdução de uma vacina para países em desenvolvimento está sendo realizado antes da conclusão dos ensaios clínicos e do licenciamento da vacina.
Duas reuniões importantes ocorreram em 2011 visando este planejamento: uma em abril na Ásia (Hanoi) e a segunda em agosto na América do Sul (Brasília).
A reunião em Brasília foi organizada pelo Conselho de Prevenção de Dengue das Américas e contou com a participação de “Iniciativa de Vacinas do Dengue” (DVI), que é um consórcio que inclui:
– Instituto Internacional de Vacinas (IVI)
– Centro Internacional de Acesso a Vacinas (IVAC), da Universidade John Hopkins
– Instituto de Vacinas Sabin
– Iniciativa de Pesquisas em Vacinas, da OMS
e mais: 60 participantes, incluindo representantes do Ministério da Saúde de 12 países da América do Sul e Central, organizações intergovernamentais, academia, indústria farmacêutica e sociedade civil.
A reunião teve o objetivo de apoiar a preparação de investimentos específicos em países destas regiões para introdução das vacinas de dengue e visava em particular o Brasil e a Colômbia, que poderão fornecer informação para os outros países da região.
Dados mostraram que em 2010, 1,7 milhões de casos foram notificados nas Américas, com 50.000 casos de doença grave, dos quais, aproximadamente 60% ocorreram no Brasil.
Com o incentivo da DVI, o Ministério da Saúde está elaborando um plano estratégico para introdução da vacina; um grupo assessor está olhando para as necessidades pré licença ou pós licença sob a perspectiva do Ministério.
Nesta reunião, os pesquisadores e fabricantes de seis vacinas candidatas apresentaram o status de seus produtos. Enquanto cinco ainda estão na fase I dos estudos (desenvolvimento pré-clínico), a sexta vacina, tetravalente da Sanofi Pasteur, com genes dos vírus do dengue em uma plataforma do vírus da febre amarela, já está na fase III dos estudos (testes clínicos com humanos) e continua a ser uma grande promessa. A expectativa é ela ser licenciada em 2015.
A vacina tetravalente (TV), candidata do laboratório Sanofi Pasteur, é composta de 4 vacinas vivas inativadas recombinantes, baseadas na plataforma da vacina da febre amarela 17 D, cada uma expressando a constituição de genes de um dos quatro sorotipos.
Estudos pré-clínicos demonstraram que a vacina tetravalente é geneticamente e fenotipicamente estável, não hepatotrópica, menos neurovirulenta que a vacina da febre amarela e não infecta mosquitos pela via oral. Estudos mostraram que a maioria dos eventos adversos foi de leve a moderado e transitório.
Concluindo, resultados pré-clínicos e clínicos sustentam a imunogenicidade favorável e a segurança da vacina tetravalente. O desenvolvimento de um extenso programa clínico para a vacina de dengue tetravalente está em andamento e inclui a participação de 4.000 crianças de 4 a 11 anos num estudo de eficácia na Tailândia, numa área de alta incidência de dengue.
Foram discutidas amplamente a capacidade de produção dos fabricantes, as possibilidades de exportação, a pré-qualificação pela OMS, as estratégias de vacinação segura, assim como os planos de pré-licenciamento e pós- licenciamento e os numerosos desafios que permanecem.
Medidas de apoio são vitais para mudar percepções, criando demanda e influenciando políticas. É importante criar uma aproximação com o público em geral, com profissionais de saúde e com a mídia.
Fonte: -Planning for the Introduction of Dengue Vaccines: Meeting report of the Americas Dengue Prevention Board´-Highlights (15´02´20120).
-Developmente of Sanofi Pasteur Tetravalent Dengue Vaccines- Guy B. Saville M, Lang J.- Hum. Vaccin.2010.Sep. 16;6 (9)
-The future of Dengue vaccines- Halstead SB, Deem. The Lancet,2002,Oct 19; 1243-5
P.S.Publicado originalmente pela autora no site http://www.prophylaxis.com.br/
Sejam bem vindos ao meu blog. Espero abordar assuntos de interesse do público relacionados a minha experiência em saúde pública e outros assuntos de interesse. Atualmente estou trabalhando com Medicina de Viagem. O blog está aberto a comentários e colaborações.
segunda-feira, 12 de março de 2012
quinta-feira, 1 de março de 2012
INFLUENZA – ATUALIZAÇÃO GLOBAL
A OMS (Organização Mundial de Saúde) publicou uma atualização global da incidência da influenza, baseada na notificação dos Centros Nacionais de Influenza e dos laboratórios de 85 países, que incluem as semanas 4 e 5 de 2012 (22 de janeiro a 4 de fevereiro).
Foram testadas 41.423 amostras de casos com síndrome gripal. Destas, 7.382 foram positivas para influenza, distribuídas como se vê a seguir:
5.693 (77,1%) – influenza A
1.689 (22,9%) – influenza B
Das amostras positivas para influenza A:
3.327 (76,9%) – A (H3N2)
995 (23%) – A (H1N1)
Das amostras positivas para influenza B:
106 (33%) – B- linhagem Yamagata
215 (67%) – B- Victoria
Hemisfério Norte- Nas semanas 4 e 5, os casos confirmados laboratorialmente mostraram aumento de atividade de influenza em muitos países. O subtipo predominante continua sendo o A (H3N2). .No geral, a atividade do A (H1N1) é baixa, exceto no México onde o A (H1N1) continua predominando. Em alguns países asiáticos, onde influenza B continua predominando, foram isolados 2 tipos: B Victoria e B linhagem Yamagata.
Nos países da Europa, Oriente Médio, África do Norte e América do Norte a atividade do influenza A(H3N2) aumentou.
Na Ásia, o A (H3N2) e o B continuam aumentando, com predomínio do B na China (89%) e em Hong Kong e o H3N2 no Japão, com número grande de casos. Na Coréia e em alguns outros países o Influenza A(H1N1) tem sido detectado, porém, com baixa atividade. Na China ocorreu um caso recente de influenza aviária (H5N1) em uma criança.
No Hemisfério Sul a atividade permanece baixa havendo o predomínio do A (H3N2).Aproximadamente todos os vírus influenza A circulantes estão contidos na vacina do hemisfério norte, cuja formulação é semelhante a do hemisfério sul. Dos poucos vírus B circulantes, uma parte pertence à linhagem Yamagata que não está incluída na vacina atual.
Países tropicais da América: Influenza A(H1N1) foi o vírus mais detectado na Colombia e Equador. H3N2 é o mais comum detectado na Costa Rica.
Na Ásia subsaariana e na Ásia tropical têm ocorrido somente detecções esporádicas.
No Brasil ocorreu recentemente (17/02/12) um óbito de uma tripulante do navio MSC Armonia conseqüente a infecção respiratória aguda que evoluiu com insuficiência respiratória aguda durante a internação em unidade de terapia intensiva, em Santos. Após investigação, verificou-se que existiam mais 13 casos entre passageiros e tripulantes com síndrome gripal- 12 foram internados para observação e exames complementares. Em 20 de fevereiro, análise de 7 amostras no Instituto Adolfo Lutz(SES/SP) – PCR de secreção respiratória – identificou o vírus influenza B no caso índice e em mais 6 passageiros, concluindo-se tratar de um surto de influenza B. Os casos evoluíram sem complicações com cura espontânea em 7 dias, como costuma ser o padrão da síndrome gripal pelo influenza B. Este vírus ocorre com menor freqüência que o tipo A, circula o ano todo e pode causar surtos e epidemias mais localizadas. Raros casos podem evoluir para insuficiência respiratória, pneumonia, septicemia e óbito. Gestantes e pessoas com doença de base têm maior risco.
A embarcação tem mantido informação diária dos casos, tendo relatado a ocorrência de 9 casos suspeitos ao chegar ao Uruguai e 7 casos suspeitos ao chegar a Argentina. Todos estes casos evoluíram sem complicações.
A Secretaria de Saúde de São Paulo em conjunto com a ANVISA e com a Vigilância epidemiológica do Município de Santos manterão o monitoramento para identificar casos ou surtos que porventura possam ocorrer.
Esta ocorrência mostra a importância de se manter a população vacinada contra influenza, um vírus altamente transmissível e com a intensa mobilização de pessoas através de viagens aumenta o risco de ocorrerem surtos e epidemias.
A vacina a ser usada agora na estação da gripe do hemisfério sul (inverno), tem a mesma formulação do que a que está sendo utilizada atualmente no hemisfério Norte e possui 2 vírus A e um B.
A partir de março, nas unidades Prophylaxis, estará disponível a vacina que é recomendada para todas as pessoas acima de 6 meses de idade.
Esquema de aplicação:
– 6 meses a 2 anos completos– 2 doses de 0,25 ml com intervalo de 1 mês entre as doses.
– 3 a 8 anos completos- 2 doses de 0,50 ml
-Acima de 9 anos – 1 dose de 0,50 ml
Fonte: WHO- Influenza update- 3/2/2012
Ministério da Saúde – Surto de influenza B no Navio de Cruzeiro MSC Armonia- 28/2/2012
P.S- Publicado originalmente pela autora no site: http://www.prophylaxis.com.br/
Edit Comments are closed.
Foram testadas 41.423 amostras de casos com síndrome gripal. Destas, 7.382 foram positivas para influenza, distribuídas como se vê a seguir:
5.693 (77,1%) – influenza A
1.689 (22,9%) – influenza B
Das amostras positivas para influenza A:
3.327 (76,9%) – A (H3N2)
995 (23%) – A (H1N1)
Das amostras positivas para influenza B:
106 (33%) – B- linhagem Yamagata
215 (67%) – B- Victoria
Hemisfério Norte- Nas semanas 4 e 5, os casos confirmados laboratorialmente mostraram aumento de atividade de influenza em muitos países. O subtipo predominante continua sendo o A (H3N2). .No geral, a atividade do A (H1N1) é baixa, exceto no México onde o A (H1N1) continua predominando. Em alguns países asiáticos, onde influenza B continua predominando, foram isolados 2 tipos: B Victoria e B linhagem Yamagata.
Nos países da Europa, Oriente Médio, África do Norte e América do Norte a atividade do influenza A(H3N2) aumentou.
Na Ásia, o A (H3N2) e o B continuam aumentando, com predomínio do B na China (89%) e em Hong Kong e o H3N2 no Japão, com número grande de casos. Na Coréia e em alguns outros países o Influenza A(H1N1) tem sido detectado, porém, com baixa atividade. Na China ocorreu um caso recente de influenza aviária (H5N1) em uma criança.
No Hemisfério Sul a atividade permanece baixa havendo o predomínio do A (H3N2).Aproximadamente todos os vírus influenza A circulantes estão contidos na vacina do hemisfério norte, cuja formulação é semelhante a do hemisfério sul. Dos poucos vírus B circulantes, uma parte pertence à linhagem Yamagata que não está incluída na vacina atual.
Países tropicais da América: Influenza A(H1N1) foi o vírus mais detectado na Colombia e Equador. H3N2 é o mais comum detectado na Costa Rica.
Na Ásia subsaariana e na Ásia tropical têm ocorrido somente detecções esporádicas.
No Brasil ocorreu recentemente (17/02/12) um óbito de uma tripulante do navio MSC Armonia conseqüente a infecção respiratória aguda que evoluiu com insuficiência respiratória aguda durante a internação em unidade de terapia intensiva, em Santos. Após investigação, verificou-se que existiam mais 13 casos entre passageiros e tripulantes com síndrome gripal- 12 foram internados para observação e exames complementares. Em 20 de fevereiro, análise de 7 amostras no Instituto Adolfo Lutz(SES/SP) – PCR de secreção respiratória – identificou o vírus influenza B no caso índice e em mais 6 passageiros, concluindo-se tratar de um surto de influenza B. Os casos evoluíram sem complicações com cura espontânea em 7 dias, como costuma ser o padrão da síndrome gripal pelo influenza B. Este vírus ocorre com menor freqüência que o tipo A, circula o ano todo e pode causar surtos e epidemias mais localizadas. Raros casos podem evoluir para insuficiência respiratória, pneumonia, septicemia e óbito. Gestantes e pessoas com doença de base têm maior risco.
A embarcação tem mantido informação diária dos casos, tendo relatado a ocorrência de 9 casos suspeitos ao chegar ao Uruguai e 7 casos suspeitos ao chegar a Argentina. Todos estes casos evoluíram sem complicações.
A Secretaria de Saúde de São Paulo em conjunto com a ANVISA e com a Vigilância epidemiológica do Município de Santos manterão o monitoramento para identificar casos ou surtos que porventura possam ocorrer.
Esta ocorrência mostra a importância de se manter a população vacinada contra influenza, um vírus altamente transmissível e com a intensa mobilização de pessoas através de viagens aumenta o risco de ocorrerem surtos e epidemias.
A vacina a ser usada agora na estação da gripe do hemisfério sul (inverno), tem a mesma formulação do que a que está sendo utilizada atualmente no hemisfério Norte e possui 2 vírus A e um B.
A partir de março, nas unidades Prophylaxis, estará disponível a vacina que é recomendada para todas as pessoas acima de 6 meses de idade.
Esquema de aplicação:
– 6 meses a 2 anos completos– 2 doses de 0,25 ml com intervalo de 1 mês entre as doses.
– 3 a 8 anos completos- 2 doses de 0,50 ml
-Acima de 9 anos – 1 dose de 0,50 ml
Fonte: WHO- Influenza update- 3/2/2012
Ministério da Saúde – Surto de influenza B no Navio de Cruzeiro MSC Armonia- 28/2/2012
P.S- Publicado originalmente pela autora no site: http://www.prophylaxis.com.br/
Edit Comments are closed.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Férias X Viagem segura
Dezembro e janeiro são os meses de férias escolares. Pais pedem férias no trabalho para coincidir com as férias dos filhos e poderem viajar com a família. É cada vez maior o número de pessoas que viajam para fora do país e também para diferentes estados do Brasil. O ecoturismo continua crescendo no país e é escolha freqüente não só da população jovem, que sai com a mochila nas costas, mas, também de pessoas de mais idade que vão, por exemplo, fazer pescarias no Amazonas ou no Pantanal.
Países do primeiro mundo como os da Europa e Estados Unidos, que dão para o viajante a impressão de serem seguros, têm apresentado nestes dois últimos anos importantes epidemias de doenças preveníveis por vacinas como sarampo, coqueluche, gripe.
O viajante deve ter em mente que para ter uma viagem segura e prazerosa ele deve buscar informações sobre o local (ou locais) do destino e tomar conhecimento dos riscos para que ele possa se proteger. Os elementos-chave mais importantes para determinar o risco estão relacionados com: destino da viagem, tipo de hospedagem, saneamento básico, manipulação adequada dos alimentos, duração da viagem, estação do ano, comportamento e estilo de vida do viajante.
Os países a serem visitados podem ter características muito diferentes do país de origem do viajante, tais como, temperaturas extremas, grandes altitudes, ambientes de florestas e matas, saneamento deficiente e diferentes micro organismos – vírus e bactérias.etc. Além disso, os países passam, em determinados períodos, por epidemias de doenças infecciosas que na maioria das vezes podem ser prevenidas por vacinas.
Ao procurar um serviço de Medicina de Viagem para orientação, muitos riscos podem ser evitados ou minimizados se algumas precauções forem tomadas antes e durante a viagem.
Principais cuidados:
1 - VACINAS:
Não existe um esquema simples para imunização dos viajantes. Cada esquema deve ser personalizado e adequado de acordo com a história de vacinação, com os países a serem visitados, com o tipo e duração da viagem e com o tempo disponível antes da viagem.
Em primeiro lugar, a pessoa que viaja deve estar com seu esquema vacinal de rotina atualizado:
vacinas habituais, como a tríplice bacteriana (tétano,difteria,coqueluche), tríplice viral (sarampo,rubéola, caxumba), hepatite B, influenza, varicela, devem ser checadas e se necessário atualizadas.
A única vacina obrigatória internacionalmente é a da Febre Amarela, porém nem todos os países a exigem. O comprovante da vacina deve ser levado à ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) onde é emitido o Certificado Internacional de Vacinação contra Febre Amarela. No Rio de Janeiro, o posto da ANVISA situa-se no Aeroporto Antonio Carlos Jobim (Galeão) e funciona 24 horas.
De grande importância são as vacinas recomendadas de acordo com o destino da viagem: febre tifóide, hepatite A, cólera, poliomielite, meningite, raiva.
Novas vacinas como a quádrupla conjugada contra meningite (A,C,W135e Y) e a quádrupla contra difteria, tétano, coqueluche (acelular adulto) e poliomielite inativada, já comercializadas no Brasil, são extremamente úteis para pessoas que viajam para locais onde a meningite e a poliomielite são endêmicas ou epidêmicas.
As férias escolares no Brasil coincidem com a estação de inverno no Hemisfério Norte, que também é a estação da Influenza (gripe). É importante estar vacinado contra gripe.
- DOENÇAS TRANSMITIDAS POR INSETOS – Malária, Febre Amarela, Dengue, Febre Maculosa, etc.
Para a malária, doença grave, não existe vacina. Dependendo do tempo que o viajante vai permanecer no local de risco, das condições de alojamento (hotel com ar condicionado, acampamento, casa de família, etc.), se vai ficar em área urbana ou rural, do tipo de atividade, pode ser necessário o uso de medicamento profilático durante a viagem. (www.prophylaxis.com.br- serviço de medicina de viagem-artigo-“Malária”).
Muito importantes são as orientações sobre como se proteger de picadas de insetos que transmitem doenças como a febre amarela, malária, dengue e outras, conhecendo o uso de repelentes apropriados, roupas adequadas, mosqueteiros e outros cuidados.
- DOENÇAS TRANSMITIDAS POR ÁGUA E ALIMENTOS - Igualmente importantes são os cuidados com: alimentos, água de consumo e hábitos de higiene pessoal, evitando assim a famosa “diarréia dos viajantes”, a hepatite A e outras doenças transmitidas por água e alimentos contaminados.
Procure um Serviço de Medicina de Viagem que vai orientar o viajante em relação a cuidados para qualquer local de destino, permitindo assim uma viagem de férias sem transtornos.
Consulte neste blog matéria mais antiga sobre "Viagem segura com crianças"
P.S. Publicado originalmente pela autora no site http://www.prophylaxis.com.br/
Países do primeiro mundo como os da Europa e Estados Unidos, que dão para o viajante a impressão de serem seguros, têm apresentado nestes dois últimos anos importantes epidemias de doenças preveníveis por vacinas como sarampo, coqueluche, gripe.
O viajante deve ter em mente que para ter uma viagem segura e prazerosa ele deve buscar informações sobre o local (ou locais) do destino e tomar conhecimento dos riscos para que ele possa se proteger. Os elementos-chave mais importantes para determinar o risco estão relacionados com: destino da viagem, tipo de hospedagem, saneamento básico, manipulação adequada dos alimentos, duração da viagem, estação do ano, comportamento e estilo de vida do viajante.
Os países a serem visitados podem ter características muito diferentes do país de origem do viajante, tais como, temperaturas extremas, grandes altitudes, ambientes de florestas e matas, saneamento deficiente e diferentes micro organismos – vírus e bactérias.etc. Além disso, os países passam, em determinados períodos, por epidemias de doenças infecciosas que na maioria das vezes podem ser prevenidas por vacinas.
Ao procurar um serviço de Medicina de Viagem para orientação, muitos riscos podem ser evitados ou minimizados se algumas precauções forem tomadas antes e durante a viagem.
Principais cuidados:
1 - VACINAS:
Não existe um esquema simples para imunização dos viajantes. Cada esquema deve ser personalizado e adequado de acordo com a história de vacinação, com os países a serem visitados, com o tipo e duração da viagem e com o tempo disponível antes da viagem.
Em primeiro lugar, a pessoa que viaja deve estar com seu esquema vacinal de rotina atualizado:
vacinas habituais, como a tríplice bacteriana (tétano,difteria,coqueluche), tríplice viral (sarampo,rubéola, caxumba), hepatite B, influenza, varicela, devem ser checadas e se necessário atualizadas.
A única vacina obrigatória internacionalmente é a da Febre Amarela, porém nem todos os países a exigem. O comprovante da vacina deve ser levado à ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) onde é emitido o Certificado Internacional de Vacinação contra Febre Amarela. No Rio de Janeiro, o posto da ANVISA situa-se no Aeroporto Antonio Carlos Jobim (Galeão) e funciona 24 horas.
De grande importância são as vacinas recomendadas de acordo com o destino da viagem: febre tifóide, hepatite A, cólera, poliomielite, meningite, raiva.
Novas vacinas como a quádrupla conjugada contra meningite (A,C,W135e Y) e a quádrupla contra difteria, tétano, coqueluche (acelular adulto) e poliomielite inativada, já comercializadas no Brasil, são extremamente úteis para pessoas que viajam para locais onde a meningite e a poliomielite são endêmicas ou epidêmicas.
As férias escolares no Brasil coincidem com a estação de inverno no Hemisfério Norte, que também é a estação da Influenza (gripe). É importante estar vacinado contra gripe.
- DOENÇAS TRANSMITIDAS POR INSETOS – Malária, Febre Amarela, Dengue, Febre Maculosa, etc.
Para a malária, doença grave, não existe vacina. Dependendo do tempo que o viajante vai permanecer no local de risco, das condições de alojamento (hotel com ar condicionado, acampamento, casa de família, etc.), se vai ficar em área urbana ou rural, do tipo de atividade, pode ser necessário o uso de medicamento profilático durante a viagem. (www.prophylaxis.com.br- serviço de medicina de viagem-artigo-“Malária”).
Muito importantes são as orientações sobre como se proteger de picadas de insetos que transmitem doenças como a febre amarela, malária, dengue e outras, conhecendo o uso de repelentes apropriados, roupas adequadas, mosqueteiros e outros cuidados.
- DOENÇAS TRANSMITIDAS POR ÁGUA E ALIMENTOS - Igualmente importantes são os cuidados com: alimentos, água de consumo e hábitos de higiene pessoal, evitando assim a famosa “diarréia dos viajantes”, a hepatite A e outras doenças transmitidas por água e alimentos contaminados.
Procure um Serviço de Medicina de Viagem que vai orientar o viajante em relação a cuidados para qualquer local de destino, permitindo assim uma viagem de férias sem transtornos.
Consulte neste blog matéria mais antiga sobre "Viagem segura com crianças"
P.S. Publicado originalmente pela autora no site http://www.prophylaxis.com.br/
domingo, 20 de novembro de 2011
E eu doutor, que vacina devo tomar?
Com certa freqüência, os noticiários mostram doenças infecciosas que se consideravam próprias da infância acometendo adultos, muitas vezes com gravidade e até levando ao óbito. A maioria destas doenças é prevenível por vacinas.
Muito raramente os médicos que atendem adultos perguntam pelo estado vacinal do seu paciente ou indicam aplicação de vacinas.
Algumas vacinas necessitam ser repetidas em intervalos regulares, como as do tétano e da difteria, que com o tempo vão perdendo a capacidade de proteção e a cada 10 anos devem ser renovadas.
É comum o adulto ter dúvidas se teve a doença, ou se tomou a vacina. Cadernetas de vacinação geralmente são perdidas e não existe no seu prontuário médico, ao contrário do prontuário da criança, qualquer informação sobre vacinas.
Doenças, como o sarampo, têm atingido países do primeiro mundo e contaminado adultos não vacinados que viajam e trazem o risco da reintrodução do vírus, que no Brasil já está sendo considerado eliminado.
A coqueluche tem feito vítimas fatais em crianças muito pequenas ainda não vacinadas ou com vacinação incompleta e estudos mostram que a transmissão para estas crianças se dá principalmente por intermédio de pais, irmãos adolescentes, avôs e babás.
A Hepatite B, depois de muitas campanhas gerenciadas pelo Ministério da Saúde apontando a transmissão sexual, talvez seja a vacina que mais os adultos informam terem recebido. Também foi realizada no Brasil, em 2007, a campanha de vacinação contra a rubéola para o adulto jovem que apesar de grande resistência, alcançou muito boa cobertura, mas dificilmente este jovem guarda consigo o comprovante ou sabe informar qual vacina tomou.
A vacina da gripe e a vacina tríplice bacteriana acelular do adulto, dTap (difteria, tétano e coqueluche) tem importante recomendação para mulheres grávidas.
O Brasil, devido à cobertura vacinal obtida com a “campanha nacional de vacinação contra influenza”, passou pela estação da gripe (inverno) sem maiores problemas, enquanto que no hemisfério norte (EUA e Europa), onde a cobertura foi baixa, ocorreu no inverno de 2010/2011 epidemia de influenza com casos graves e óbitos, principalmente em gestantes, crianças pequenas e adultos jovens.
Esperamos atingir um tempo em que o médico clínico internalize a necessidade de deter o conhecimento sobre vacinas e de proteger os seus pacientes com a simples indicação de uma vacina.
Investimentos baseados em informação e divulgação para o público adulto sobre a necessidade e a importância das vacinas para esta faixa etária, talvez possa mudar este quadro invertendo o paradigma, quando o paciente surpreenderá seu médico com a pergunta: Doutor qual é a vacina que devo tomar hoje?
PS - Publicado originalmente pela autora no site:www.prophylaxis.com.br
Muito raramente os médicos que atendem adultos perguntam pelo estado vacinal do seu paciente ou indicam aplicação de vacinas.
Algumas vacinas necessitam ser repetidas em intervalos regulares, como as do tétano e da difteria, que com o tempo vão perdendo a capacidade de proteção e a cada 10 anos devem ser renovadas.
É comum o adulto ter dúvidas se teve a doença, ou se tomou a vacina. Cadernetas de vacinação geralmente são perdidas e não existe no seu prontuário médico, ao contrário do prontuário da criança, qualquer informação sobre vacinas.
Doenças, como o sarampo, têm atingido países do primeiro mundo e contaminado adultos não vacinados que viajam e trazem o risco da reintrodução do vírus, que no Brasil já está sendo considerado eliminado.
A coqueluche tem feito vítimas fatais em crianças muito pequenas ainda não vacinadas ou com vacinação incompleta e estudos mostram que a transmissão para estas crianças se dá principalmente por intermédio de pais, irmãos adolescentes, avôs e babás.
A Hepatite B, depois de muitas campanhas gerenciadas pelo Ministério da Saúde apontando a transmissão sexual, talvez seja a vacina que mais os adultos informam terem recebido. Também foi realizada no Brasil, em 2007, a campanha de vacinação contra a rubéola para o adulto jovem que apesar de grande resistência, alcançou muito boa cobertura, mas dificilmente este jovem guarda consigo o comprovante ou sabe informar qual vacina tomou.
A vacina da gripe e a vacina tríplice bacteriana acelular do adulto, dTap (difteria, tétano e coqueluche) tem importante recomendação para mulheres grávidas.
O Brasil, devido à cobertura vacinal obtida com a “campanha nacional de vacinação contra influenza”, passou pela estação da gripe (inverno) sem maiores problemas, enquanto que no hemisfério norte (EUA e Europa), onde a cobertura foi baixa, ocorreu no inverno de 2010/2011 epidemia de influenza com casos graves e óbitos, principalmente em gestantes, crianças pequenas e adultos jovens.
Esperamos atingir um tempo em que o médico clínico internalize a necessidade de deter o conhecimento sobre vacinas e de proteger os seus pacientes com a simples indicação de uma vacina.
Investimentos baseados em informação e divulgação para o público adulto sobre a necessidade e a importância das vacinas para esta faixa etária, talvez possa mudar este quadro invertendo o paradigma, quando o paciente surpreenderá seu médico com a pergunta: Doutor qual é a vacina que devo tomar hoje?
PS - Publicado originalmente pela autora no site:www.prophylaxis.com.br
terça-feira, 23 de agosto de 2011
PERGUNTAS COMUNS QUE OS PAIS FAZEM SOBRE VACINAÇÃO DOS FILHOS
1)É bom para o meu filho tomar tantas vacinas num só dia?
R- Sim. Estudos mostram que o organismo das crianças pode assimilar muitas vacinas ao mesmo tempo. É seguro receber várias vacinas de uma vez, mesmo para o recém nascido. A combinação de vacinas protege seu filho contra mais de uma doença com uma simples aplicação.
Atualmente há um número maior de aplicações do que há alguns anos atrás. Isto acontece porque com o avanço da ciência nós somos capazes de proteger seu filho contra um maior número de doenças do que antes.
2)Os lactentes têm uma imunidade natural?
R- Os bebês têm uma proteção (anticorpos) temporária, adquirida da mãe nos últimas semanas de gravidez, mas somente para as doenças que a mãe já teve e está imune, porém, estes anticorpos duram apenas alguns meses, deixando a criança vulnerável a doenças.
3)Nós já não temos a maioria das doenças controladas no nosso país? Por que continuar na vacinação contra estas doenças?
R- Graças às vacinas, a maioria das doenças preveníveis por vacinas estão sob controle no país. Porém, doenças já bem controladas ou consideradas eliminadas em nosso país continuam ocorrendo em outros países e podem ser reintroduzidas. Poucos casos podem se transformar rápidamente em centenas ou milhares de casos se pararmos de vacinar. Crianças que não estão completamente vacinadas podem ficar seriamente doentes e disseminar para a comunidade.
4)Posso esperar até que meu filho entre na escola para atualizar as vacinas?
R- Não espere para proteger seu filho do risco destas doenças quando ele precisa de proteção agora. É mais fácil manter as vacinas atualizadas do que esperar situações que demandem vacina. Acompanhe pelo calendário infantil (www.prophylaxis.com.br) as vacinas que devem ser aplicadas de acordo com a idade do seu filho.
5) Por que meu filho precisa fazer a vacina contra a catapora? Ela não é uma doença leve?
R-A catapora ou varicela evolui de forma benigna na maioria das crianças, porém, algumas complicações podem acontecer. A catapora pode se transformar em uma doença grave se as lesões forem contaminadas, além de outras complicações. Estudos nos EUA mostram que 1 entre 500 crianças são hospitalizadas por catapora e que algumas podem até evoluir para óbito.
6) Meu filho está doente agora. Posso levá-lo para vacinar?
R- Crianças podem ser vacinadas se apresentarem uma doença leve como um resfriado comum, dor de ouvido, febre baixa ou diarréia leve. Converse com o médico antes da vacinação e exponha suas dúvidas.
7) Se atrasar uma dose da vacina é necessário iniciar novamente o esquema?
R- Não. O esquema deve ser continuado com a dose que deveria ter sido aplicada, tipo 2ª ou 3ª dose ou dose de reforço. A dose anterior não perde o efeito e a conduta é dar continuidade ao esquema.
P.S. Publicado originalmente pela autora no site www.prophylaxis.com.br
terça-feira, 26 de julho de 2011
SARAMPO - ATENÇÃO PARA O AUMENTO DO NÚMERO DE CASOS IMPORTADOS.
Sarampo é uma doença altamente contagiosa que pode levar a sérias complicações e a morte. Após exposição, aproximadamente 90% dos suscetíveis desenvolvem a doença, pondo em risco outras pessoas da comunidade.
As Américas foram consideradas livres de circulação do vírus do sarampo após amplas campanhas de imunização contra o sarampo. Porém, eventualmente vem ocorrendo casos importados que têm mostrado uma tendência crescente.
Nos EUA uma média de 56 casos importados tem sido notificada ao CDC, anualmente. Porém, de 1º de janeiro até 17 de junho de 2011, já foram notificados 156 casos confirmados. Destes, 136 (88%) são casos importados de países endêmicos ou de países com importantes epidemias. Estes casos envolvem pessoas residentes nos EUA não vacinadas, pessoas que viajaram recentemente para o exterior, visitantes não vacinados e pessoas ligadas a estes casos importados.
Doze surtos ocorreram ligados a estes casos (47% dos 156 casos). A transmissão ocorreu em domiciliares, creches, escolas, unidades de emergência e um grande surto em comunidade: 21 pessoas em Minesotta, onde muitas crianças não eram vacinadas, incluindo 24 que os pais alegaram razões religiosas ou pessoais (dúvidas dos pais em relação a segurança da vacina tríplice viral).
Do total de casos, 133 (85%) não eram vacinados ou não tinham documentação do estado vacinal. Dos 139 casos de residentes no país, 86 (62%), eram nãovacinados, 30 (22%) não tinham documetação do estado vacinal, 11 (8%) tinham recebido uma dose de tríplice viral, 11 receberam 2 doses e 1 recebeu 3 doses documemntadas.
A faixa etária dos casos foi de 3 meses até 68 anos, assim distribuídos:
• menor de 1 ano- 15%
• de 1 a 4 anos- 20%
• de 5 a 9 anos – 19%
• maior de 20 anos -45%
A taxa de hospitalização foi maior em crianças com mais de 5 anos e adultos.
Esta taxa anormal de importações nos 6 primeiros meses está relacionada ao aumento do sarampo em países visitados pelos viajantes.
As fontes mais importantes estão em países da Europa e do Sudeste da Ásia. Este ano, 33 países da Europa notificaram um aumento de sarampo. A França está tendo a experiência de uma epidemia com aproximadamente 6.500 casos notificados durante os 4 primeiros meses de 2011, incluindo 12 casos de encefalite, 360 casos de sarampo grave com pneumonia e 6 óbitos.
No Brasil, nos 4 primeiros meses, ocorreram:
• Rio de Janeiro- 2 casos da mesma família, importados da França;
• Campo Grande (Mato Grosso do Sul)- um caso proveniente da França;
• Rio Grande do Sul – 16 casos suspeitos, 5 sob investigação e 2 confirmados no Município de Viamão: 1º caso teve contato com o caso de Campo Grande num meio de transporte e o 2º caso teve contato com o primeiro caso de Viamão no consultório particular.
Este relato nos fala da necessidade de manter altas taxas de cobertura vacinal com a vacina tríplice viral (sarampo, rubéola, caxumba), haja vista, a facilidade de entrada de casos importados de outros países, inclusive do primeiro mundo, que continuam endêmicos para o sarampo.
Fonte: Notas técnicas da Secretaria de Vigilância em Saúde/ MS (jan a maio/2011)
IAC (Immunization Action Coalition)/-Extra edition - julho de 2011
CDC reports:156 measles cases across the U.S. in 2011
PS-Publicado originalmente pela autora no site: www.prophylaxis.com.br
As Américas foram consideradas livres de circulação do vírus do sarampo após amplas campanhas de imunização contra o sarampo. Porém, eventualmente vem ocorrendo casos importados que têm mostrado uma tendência crescente.
Nos EUA uma média de 56 casos importados tem sido notificada ao CDC, anualmente. Porém, de 1º de janeiro até 17 de junho de 2011, já foram notificados 156 casos confirmados. Destes, 136 (88%) são casos importados de países endêmicos ou de países com importantes epidemias. Estes casos envolvem pessoas residentes nos EUA não vacinadas, pessoas que viajaram recentemente para o exterior, visitantes não vacinados e pessoas ligadas a estes casos importados.
Doze surtos ocorreram ligados a estes casos (47% dos 156 casos). A transmissão ocorreu em domiciliares, creches, escolas, unidades de emergência e um grande surto em comunidade: 21 pessoas em Minesotta, onde muitas crianças não eram vacinadas, incluindo 24 que os pais alegaram razões religiosas ou pessoais (dúvidas dos pais em relação a segurança da vacina tríplice viral).
Do total de casos, 133 (85%) não eram vacinados ou não tinham documentação do estado vacinal. Dos 139 casos de residentes no país, 86 (62%), eram nãovacinados, 30 (22%) não tinham documetação do estado vacinal, 11 (8%) tinham recebido uma dose de tríplice viral, 11 receberam 2 doses e 1 recebeu 3 doses documemntadas.
A faixa etária dos casos foi de 3 meses até 68 anos, assim distribuídos:
• menor de 1 ano- 15%
• de 1 a 4 anos- 20%
• de 5 a 9 anos – 19%
• maior de 20 anos -45%
A taxa de hospitalização foi maior em crianças com mais de 5 anos e adultos.
Esta taxa anormal de importações nos 6 primeiros meses está relacionada ao aumento do sarampo em países visitados pelos viajantes.
As fontes mais importantes estão em países da Europa e do Sudeste da Ásia. Este ano, 33 países da Europa notificaram um aumento de sarampo. A França está tendo a experiência de uma epidemia com aproximadamente 6.500 casos notificados durante os 4 primeiros meses de 2011, incluindo 12 casos de encefalite, 360 casos de sarampo grave com pneumonia e 6 óbitos.
No Brasil, nos 4 primeiros meses, ocorreram:
• Rio de Janeiro- 2 casos da mesma família, importados da França;
• Campo Grande (Mato Grosso do Sul)- um caso proveniente da França;
• Rio Grande do Sul – 16 casos suspeitos, 5 sob investigação e 2 confirmados no Município de Viamão: 1º caso teve contato com o caso de Campo Grande num meio de transporte e o 2º caso teve contato com o primeiro caso de Viamão no consultório particular.
Este relato nos fala da necessidade de manter altas taxas de cobertura vacinal com a vacina tríplice viral (sarampo, rubéola, caxumba), haja vista, a facilidade de entrada de casos importados de outros países, inclusive do primeiro mundo, que continuam endêmicos para o sarampo.
Fonte: Notas técnicas da Secretaria de Vigilância em Saúde/ MS (jan a maio/2011)
IAC (Immunization Action Coalition)/-Extra edition - julho de 2011
CDC reports:156 measles cases across the U.S. in 2011
PS-Publicado originalmente pela autora no site: www.prophylaxis.com.br
VIAGEM DE FÉRIAS – BOA OPORTUNIDADE PARA ATUALIZAR VACINAS DE ROTINA
Viajar é uma boa oportunidade para que os profissionais de saúde avaliem o estado imunitário de bebês, crianças, adolescentes e adultos.
Os viajantes devem ser aconselhados a verificar se foram totalmente vacinados contra sarampo, rubéola, caxumba, difteria, tétano, coqueluche e poliomielite antes de iniciar sua viagem.
Não existe um esquema simples para imunização dos viajantes. Cada esquema deve ser personalizado e adequado de acordo com a história de vacinação, com os países a serem visitados, com o tipo e duração da viagem e com o tempo disponível antes da viagem. Mas, em primeiro lugar, a pessoa que viaja deve estar com seu esquema vacinal de rotina atualizado.
Após a vacinação, a resposta imune do indivíduo vacinado será máxima num período que varia com a vacina, o número de doses necessárias e se o indivíduo tinha sido vacinado previamente contra a mesma doença.
É recomendado para o viajante visitar um serviço de medicina de viagem no periodo de 4 a 8 semanas antes da viagem, de maneira que possa haver tempo suficiente para que os esquemas sejam completados. Contudo, mesmo que a partida seja iminente, ainda haverá tempo para alguma vacinação e para as orientações.
PS- Publicado originalmente no site:www.prophylaxis.com.br
Os viajantes devem ser aconselhados a verificar se foram totalmente vacinados contra sarampo, rubéola, caxumba, difteria, tétano, coqueluche e poliomielite antes de iniciar sua viagem.
Não existe um esquema simples para imunização dos viajantes. Cada esquema deve ser personalizado e adequado de acordo com a história de vacinação, com os países a serem visitados, com o tipo e duração da viagem e com o tempo disponível antes da viagem. Mas, em primeiro lugar, a pessoa que viaja deve estar com seu esquema vacinal de rotina atualizado.
Após a vacinação, a resposta imune do indivíduo vacinado será máxima num período que varia com a vacina, o número de doses necessárias e se o indivíduo tinha sido vacinado previamente contra a mesma doença.
É recomendado para o viajante visitar um serviço de medicina de viagem no periodo de 4 a 8 semanas antes da viagem, de maneira que possa haver tempo suficiente para que os esquemas sejam completados. Contudo, mesmo que a partida seja iminente, ainda haverá tempo para alguma vacinação e para as orientações.
PS- Publicado originalmente no site:www.prophylaxis.com.br
Assinar:
Postagens (Atom)