Quem deve receber a vacina nesta estação?
Todas as pessoas de seis meses e mais devem receber a vacina anual. Esta é uma nova recomendação do Comitê Assessor de Práticas de Imunização (ACIP/CDC/EUA) que votou pela expansão da faixa etária, possibilitando assim vacinar um maior número de pessoas.
Por que desta recomendação?
A intenção é remover barreiras para a vacinação da influenza, como a dificuldade de definir a indicação específica para vacinação. Esta estratégia visa proteger o maior número de pessoas contra a doença.
A decisão é sustentada pelo conhecimento de que a vacina é segura e efetiva com benefício potencial para todos os grupos etários. Mesmo adultos saudáveis, sem riscos identificados previamente, podem sofrer complicações da influenza.
Estudos americanos identificaram novos grupos com risco de sérias complicações em indivíduos com obesidade mórbida, nativos do Alaska e indios americanos.
Existe necessidade de receber duas vacinas nesta estação?
Não. Este ano a vacina produzida protege contra os tres vírus apontados pelas pesquisas, sendo um deles, o A/H1N1 que no ano passado foi aplicado separadamente.
Crianças de 6 meses a 8 anos completos que nunca receberam a vacina sazonal devem receber duas doses da vacina com intervalo mínimo de 4 semanas.
Esta vacina sazonal protege contra quais vírus?
A vacina da influenza é atualizada a cada ano de acordo com as pesquisas que indicam os vírus que vão circular na próxima estação.
A vacina atual protege contra o vírus A/H1N1 que causou tantos danos na última estação e contra dois outros vírus : A/H3N2 e influenza B.
Devo receber a vacina mesmo se eu recebi a vacina H1N1 em 2010, porém mais tarde, isto é já fora da estação da gripe 2010?
Sim. A vacina é atualizada em cada estação para dar proteção contra os vírus que causam mais doença indicados pelas pesquisas. A vacina 2011 dá proteção para mais dois vírus que não estavam incluídos na vacina A/H1N1 em 2010.
Se você não tomar a vacina sazonal você não estará protegido contra os três principais vírus que circulam nesta estação.
Observação- O Programa Nacional de Imunizações (PNI/MS) expandiu também a população alvo para vacinação sazonal incluindo, além dos idosos, grupos de risco como crianças de 6 meses a 2 anos, gestantes, profissionais de saúde, população carcerária e população indígena. Esta estratégia é perfeitamente compreensivel pela enorme quantidade de vacinas necessárias para vacinar uma população tão grande como a do Brasil e gratuitamente. Se fosse adotada a recomendação de vacinação universal dificilmente haveria produção de vacinas que cobrissem a necessidade do país.
PS- publicado originalmente pela autora no site http://www.prophylaxis.com.br/
Sejam bem vindos ao meu blog. Espero abordar assuntos de interesse do público relacionados a minha experiência em saúde pública e outros assuntos de interesse. Atualmente estou trabalhando com Medicina de Viagem. O blog está aberto a comentários e colaborações.
sábado, 30 de abril de 2011
quinta-feira, 24 de março de 2011
Proteção individual contra dengue. Por que não?
Estamos em plena estação do dengue. O número de casos notificados no município do Rio de Janeiro nestes 2 meses e 23 dias do ano de 2011(9.152) já é 3 vezes maior do que o total de casos ocorridos durante todo o ano de 2010. O vírus predominante é o vírus 1. Casos graves e óbitos vem ocorrendo inclusive em crianças.
Toda vez que um viajante se dirige para o Brasil ou para outros países onde ocorre dengue ou outra doença transmitida pela picada de mosquitos como febre amarela, malária e muitas outras, ele recebe orientação para se proteger da picada do inseto. De que maneira? Ele é aconselhado a usar roupas claras, blusas com mangas compridas se possível, calças compridas, calçados fechados (tipo tenis) com meias de preferência na cor branca. Também é recomendado com muita ênfase o uso de repelentes nas partes expostas.
Já existe no Brasil repelente de Icaridina, aprovado pela ANVISA, sob a forma spray e creme que dá proteção eficiente durante 10 horas. O repelente sob a forma de spray pode tanbém ser aplicado nas roupas, principalmente calças compridas. Produtos repelentes que usam o DEET também são eficientes porém, apresentam proteção num tempo bem menor.
Nos Estados Unidos onde ocorre sazonalmente casos de Febre do Oeste do Nilo que é uma doença também transmitida por mosquitos, a orientação é proteção com vestes adequadas e repelentes.
Em 2008, na maior epidemia já ocorrida no Rio de Janeiro (dengue 2), a Secretaria Municipal de Saúde orientou à Secretaria Municipal de Educação que recomendasse aos pais a proteção individual das crianças, isto é, roupas adequadas e repelentes. Também foram feitos folders com estas orientações tanto para crianças como para adultos.
Por que pessoas que viajam para o Brasil são orientadas a seguir as medidas de proteção individual e a população do Brasil não recebe esta orientação que não faz parte do programa de controle do dengiue? Por que não incentivar a midia no sentido de divulgar a proteção individual?
Além das medidas de controle do mosquito através dos métodos clássicos e já bastante conhecidos que envolvem população e órgãos públicos e que até hoje não foram capazes de impedir a ocorrência de casos de dengue devido à grande complexidade das estruturas urbanas e ao tipo de clima (tropical), a população deve ser orientada sobre as medidas de proteção individual.
Toda vez que um viajante se dirige para o Brasil ou para outros países onde ocorre dengue ou outra doença transmitida pela picada de mosquitos como febre amarela, malária e muitas outras, ele recebe orientação para se proteger da picada do inseto. De que maneira? Ele é aconselhado a usar roupas claras, blusas com mangas compridas se possível, calças compridas, calçados fechados (tipo tenis) com meias de preferência na cor branca. Também é recomendado com muita ênfase o uso de repelentes nas partes expostas.
Já existe no Brasil repelente de Icaridina, aprovado pela ANVISA, sob a forma spray e creme que dá proteção eficiente durante 10 horas. O repelente sob a forma de spray pode tanbém ser aplicado nas roupas, principalmente calças compridas. Produtos repelentes que usam o DEET também são eficientes porém, apresentam proteção num tempo bem menor.
Nos Estados Unidos onde ocorre sazonalmente casos de Febre do Oeste do Nilo que é uma doença também transmitida por mosquitos, a orientação é proteção com vestes adequadas e repelentes.
Em 2008, na maior epidemia já ocorrida no Rio de Janeiro (dengue 2), a Secretaria Municipal de Saúde orientou à Secretaria Municipal de Educação que recomendasse aos pais a proteção individual das crianças, isto é, roupas adequadas e repelentes. Também foram feitos folders com estas orientações tanto para crianças como para adultos.
Por que pessoas que viajam para o Brasil são orientadas a seguir as medidas de proteção individual e a população do Brasil não recebe esta orientação que não faz parte do programa de controle do dengiue? Por que não incentivar a midia no sentido de divulgar a proteção individual?
Além das medidas de controle do mosquito através dos métodos clássicos e já bastante conhecidos que envolvem população e órgãos públicos e que até hoje não foram capazes de impedir a ocorrência de casos de dengue devido à grande complexidade das estruturas urbanas e ao tipo de clima (tropical), a população deve ser orientada sobre as medidas de proteção individual.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Desastres naturais - Chuvas fortes,Enchentes e Desllisamentos
Neste mês de janeiro, três municípios do Estado do Rio de Janeiro (Friburgo, Teresópolis e Petrópolis) se viram assolados por chuvas fortes, que causaram um desastre natural gravíssimo como nunca tinha ocorrido no Brasil, com enchentes e deslizamentos de terra com um número enorme de vítimas.
As enchentes dão como conseqüência doenças infecciosas transmitidas pela água e alimentos contaminados, principalmente Leptospirose, Hepatite e Diarréias. Destas, a que traz maior preocupação é a Leptospirose, a mais grave, que em enchentes ocorridas em 1988 e 1996 causou epidemias importantes no Rio de Janeiro.
A transmissão da leptospirose se dá através do contato da pele lesada com a água e a lama das enchentes contaminadas por uma bactéria chamada leptospira. Esta bactéria é eliminada na urina de animais, principalmente ratos nas áreas urbanas e pode permanecer no solo por um período prolongado. Quando ela penetra na pele atinge vasos sanguíneos e vai produzir doença infecciosa que, numa proporção de aproximadamente 30%, causa doença grave.
Aproximadamente 70% dos casos evoluem de forma benigna e apresentam os seguintes sintomas: febre, dor de cabeça, prostração, dor muscular, principalmente na panturrilha, náuseas, vômitos e às vezes diarréia. Estes casos não apresentam icterícia.
Os casos que evoluem com gravidade têm início semelhante, porém, no 4º ou 5º dia, apresentam comprometimento do fígado (icterícia), comprometimento renal (insuficiência renal) e podendo dar também comprometimento pulmonar de alta gravidade (hemorragia pulmonar).
O tratamento de casos benignos e graves é feito com antibióticos.
O diagnóstico laboratorial consiste de sorologia e cultura.
Pessoas que apresentam os sintomas iniciais e história de ter contato com água de enchente devem ser medicadas com antibiótico, mesmo antes do resultado laboratorial.
Pela experiência com outras enchentes importantes como as que ocorreram em 1988 e 1996, observou-se que a ocorrência de hepatite A é pequena não chegando a produzir epidemia e as diarréias aumentam de incidência.
Existe uma grande preocupação em relação à qualidade da água e à manipulação dos alimentos.
Outro fato importante é que as pessoas nestas ocasiões podem se ferir durante o sinistro ou ao proceder a limpeza da casa ou remover lama e escombros, facilitando assim a contaminação pelo bacilo tetânico e a ocorrência do tétano. A vacina anti tetânica é de extrema importância nestas situações, haja vista que os adultos esquecem de atualizá-la a cada 10 anos.
Cuidados importantes:
1- Em situações de chuva abundante com ocorrência de alagamentos, se estiver em lugar seco e seguro, aguarde a chuva melhorar e as águas baixarem.
2- Se por questões de segurança for imperioso entrar na água, não retire o calçado dos pés; se houver oportunidade envolva sacos plásticos nos pés e pernas.
3- Ao limpar a casa, calçadas ou ruas use de preferência, luvas e galochas ou na falta delas envolva mãos, pernas e pés com sacos plásticos duplos.
4- Se houver suspeita que a água de consumo está contaminada utilize água fervida ou água clorada (para 1 litro de água 2 gotas de água sanitária; deixar repousar durante meia hora antes de utilizar).
5- Verifique seu estado vacinal em relação a anti-tetânica. Doses de reforço a cada 10 anos é o recomendado.
6- Se surgirem sintomas como febre e dor muscular procure imediatamente atendimento médico e informe o contato com enchentes.
As enchentes dão como conseqüência doenças infecciosas transmitidas pela água e alimentos contaminados, principalmente Leptospirose, Hepatite e Diarréias. Destas, a que traz maior preocupação é a Leptospirose, a mais grave, que em enchentes ocorridas em 1988 e 1996 causou epidemias importantes no Rio de Janeiro.
A transmissão da leptospirose se dá através do contato da pele lesada com a água e a lama das enchentes contaminadas por uma bactéria chamada leptospira. Esta bactéria é eliminada na urina de animais, principalmente ratos nas áreas urbanas e pode permanecer no solo por um período prolongado. Quando ela penetra na pele atinge vasos sanguíneos e vai produzir doença infecciosa que, numa proporção de aproximadamente 30%, causa doença grave.
Aproximadamente 70% dos casos evoluem de forma benigna e apresentam os seguintes sintomas: febre, dor de cabeça, prostração, dor muscular, principalmente na panturrilha, náuseas, vômitos e às vezes diarréia. Estes casos não apresentam icterícia.
Os casos que evoluem com gravidade têm início semelhante, porém, no 4º ou 5º dia, apresentam comprometimento do fígado (icterícia), comprometimento renal (insuficiência renal) e podendo dar também comprometimento pulmonar de alta gravidade (hemorragia pulmonar).
O tratamento de casos benignos e graves é feito com antibióticos.
O diagnóstico laboratorial consiste de sorologia e cultura.
Pessoas que apresentam os sintomas iniciais e história de ter contato com água de enchente devem ser medicadas com antibiótico, mesmo antes do resultado laboratorial.
Pela experiência com outras enchentes importantes como as que ocorreram em 1988 e 1996, observou-se que a ocorrência de hepatite A é pequena não chegando a produzir epidemia e as diarréias aumentam de incidência.
Existe uma grande preocupação em relação à qualidade da água e à manipulação dos alimentos.
Outro fato importante é que as pessoas nestas ocasiões podem se ferir durante o sinistro ou ao proceder a limpeza da casa ou remover lama e escombros, facilitando assim a contaminação pelo bacilo tetânico e a ocorrência do tétano. A vacina anti tetânica é de extrema importância nestas situações, haja vista que os adultos esquecem de atualizá-la a cada 10 anos.
Cuidados importantes:
1- Em situações de chuva abundante com ocorrência de alagamentos, se estiver em lugar seco e seguro, aguarde a chuva melhorar e as águas baixarem.
2- Se por questões de segurança for imperioso entrar na água, não retire o calçado dos pés; se houver oportunidade envolva sacos plásticos nos pés e pernas.
3- Ao limpar a casa, calçadas ou ruas use de preferência, luvas e galochas ou na falta delas envolva mãos, pernas e pés com sacos plásticos duplos.
4- Se houver suspeita que a água de consumo está contaminada utilize água fervida ou água clorada (para 1 litro de água 2 gotas de água sanitária; deixar repousar durante meia hora antes de utilizar).
5- Verifique seu estado vacinal em relação a anti-tetânica. Doses de reforço a cada 10 anos é o recomendado.
6- Se surgirem sintomas como febre e dor muscular procure imediatamente atendimento médico e informe o contato com enchentes.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Viagem segura com crianças

Capítulo VIII - EXPOSIÇÃO AO SOL
Exposição ao sol e particularmente queimaduras solares antes da idade de 15 anos estão fortemente associadas com melanoma e outras formas de câncer de pele.
Exposição à luz ultra violeta é maior em áreas perto do equador, em locais de altas altitudes, no horário de 10 às 16 horas e quando a luz está refletida na água e na neve.
Protetores solares são recomendados para uso em crianças com mais de 6 meses de idade. Filtros solares ou bloqueadores solares, sejam físicos (titânio ou óxido de zinco) ou químicos, com um mínimo de SPF 15 e garantindo proteção para ambos fatores UVA e UVB, devem ser aplicados diretamente na pele e reaplicados após suar e exposição a água.
Crianças com menos de 6 meses de idade precisam de proteção extra por causa da pele mais fina e mais sensível.
Queimadura severa nesta idade é considerada emergência médica.
Bebês devem ser mantidos na sombra e com roupas cobrindo seu corpo.
Existem blusas bloqueadoras solares que dispensam passar o protetor solar no tronco inteiro.
Chapéu e óculos escuros reduzem injúria solar à pele e olhos.
Se ambos, protetor solar e repelente de insetos necessitam ser aplicados simultaneamente a eficácia do protetor solar fica diminuída em um terço, e é aconselhável que a criança use uma roupa que cubra mais o corpo ou então diminuir o tempo de exposição ao sol.
PS- Publicado originalmente pela autora no site: www.prophylxis.com.br
Exposição ao sol e particularmente queimaduras solares antes da idade de 15 anos estão fortemente associadas com melanoma e outras formas de câncer de pele.
Exposição à luz ultra violeta é maior em áreas perto do equador, em locais de altas altitudes, no horário de 10 às 16 horas e quando a luz está refletida na água e na neve.
Protetores solares são recomendados para uso em crianças com mais de 6 meses de idade. Filtros solares ou bloqueadores solares, sejam físicos (titânio ou óxido de zinco) ou químicos, com um mínimo de SPF 15 e garantindo proteção para ambos fatores UVA e UVB, devem ser aplicados diretamente na pele e reaplicados após suar e exposição a água.
Crianças com menos de 6 meses de idade precisam de proteção extra por causa da pele mais fina e mais sensível.
Queimadura severa nesta idade é considerada emergência médica.
Bebês devem ser mantidos na sombra e com roupas cobrindo seu corpo.
Existem blusas bloqueadoras solares que dispensam passar o protetor solar no tronco inteiro.
Chapéu e óculos escuros reduzem injúria solar à pele e olhos.
Se ambos, protetor solar e repelente de insetos necessitam ser aplicados simultaneamente a eficácia do protetor solar fica diminuída em um terço, e é aconselhável que a criança use uma roupa que cubra mais o corpo ou então diminuir o tempo de exposição ao sol.
PS- Publicado originalmente pela autora no site: www.prophylxis.com.br
Viagem segura com crianças

Capítulo VII - VIAGENS AÉREAS
Embora viagens aéreas sejam seguras para recém-nascidos, lactentes e crianças, alguns pontos devem ser considerados na programação e preparação da viagem.
• Crianças com problemas crônicos do coração ou do pulmão têm risco de hipóxia durante o vôo e o médico assistente deve ser consultado antes da viagem.
• Ter segurança de que a criança está firmemente contida durante um vôo. Turbulência intensa ou um acidente não fatal podem criar situações nas quais os pais não conseguem segurar a criança.
• crianças menores de 1 ano e pesando menos de 9 kg devem ser colocadas em um assento seguro especial aprovado pelo órgão responsável.
• crianças maiores de 1 ano pesando entre 9 e 18 kg devem ser colocadas em um assento seguro especial aprovado pelo órgão responsável.
• quando atingem mais de 18 kg podem ficar seguros no assento normal do avião, sempre com cinto de segurança.
• É comum acontecer dor de ouvido intensa durante a descida do avião. Equalização da pressão do ouvido médio pode ser facilitada no ato de mastigar ou engolir.
• lactentes devem amamentar ou sugar uma mamadeira.
• crianças maiores podem chupar balas ou mascar chicletes.
Não há evidências de que viagens aéreas exacerbem os sintomas ou complicações associadas a otite média.
• Viajar para países diferentes, jet lag e mudanças dos esquemas, podem causar distúrbios do sono e irritabilidade. Ao chegar ao local de destino, a criança deve ser estimulada a ter atividades externas durante as horas claras do dia para promover adaptação.
PS- Publicado originalmente pela autora no site: http://www.prophylaxis.com.br/
Embora viagens aéreas sejam seguras para recém-nascidos, lactentes e crianças, alguns pontos devem ser considerados na programação e preparação da viagem.
• Crianças com problemas crônicos do coração ou do pulmão têm risco de hipóxia durante o vôo e o médico assistente deve ser consultado antes da viagem.
• Ter segurança de que a criança está firmemente contida durante um vôo. Turbulência intensa ou um acidente não fatal podem criar situações nas quais os pais não conseguem segurar a criança.
• crianças menores de 1 ano e pesando menos de 9 kg devem ser colocadas em um assento seguro especial aprovado pelo órgão responsável.
• crianças maiores de 1 ano pesando entre 9 e 18 kg devem ser colocadas em um assento seguro especial aprovado pelo órgão responsável.
• quando atingem mais de 18 kg podem ficar seguros no assento normal do avião, sempre com cinto de segurança.
• É comum acontecer dor de ouvido intensa durante a descida do avião. Equalização da pressão do ouvido médio pode ser facilitada no ato de mastigar ou engolir.
• lactentes devem amamentar ou sugar uma mamadeira.
• crianças maiores podem chupar balas ou mascar chicletes.
Não há evidências de que viagens aéreas exacerbem os sintomas ou complicações associadas a otite média.
• Viajar para países diferentes, jet lag e mudanças dos esquemas, podem causar distúrbios do sono e irritabilidade. Ao chegar ao local de destino, a criança deve ser estimulada a ter atividades externas durante as horas claras do dia para promover adaptação.
PS- Publicado originalmente pela autora no site: http://www.prophylaxis.com.br/
Viagem segura com crianças

Capítulo VI - ACIDENTES
RELACIONADOS A VEÍCULOS: são a principal causa de morte em crianças que viajam.
• Viajando em carros ou outros veículos, crianças com menos de 18 kg devem ficar acomodados em assentos de carros apropriados para crianças. Estes assentos devem ser levados de casa pela família, para garantia de que sejam bem mantidos e dentro das normas aprovadas.
• Crianças estão bem mais seguras quando sentadas no banco de trás.
• O cinto de segurança, de grande importância para a proteção, pode não constar em carros de alguns países.
AFOGAMENTO: É a 2ª causa mais freqüente de morte nos pequenos viajantes. Crianças podem não estar familiarizadas com as ameaças nos oceanos e rios. Piscinas podem não contar com pessoal treinado para qualquer eventualidade de risco de afogamento.
• Supervisão próxima a criança na água é essencial.
• Equipamentos apropriados para viagens de barco ou lancha, tais como, coletes salva vidas, podem não estar disponíveis em determinados países.
• Calçados adequados para proteção dos pés afim de evitar danos em ambientes marinhos.
A esquistossomose é um risco para adultos e crianças em áreas endêmicas. Deve-se evitar nadar ou brincar em rios. A transmissão se dá pela penetração do Schistossoma mansoni através da pele.
PS- Publicado originalmente pela autora no site:www.prophylaxis.com.br
RELACIONADOS A VEÍCULOS: são a principal causa de morte em crianças que viajam.
• Viajando em carros ou outros veículos, crianças com menos de 18 kg devem ficar acomodados em assentos de carros apropriados para crianças. Estes assentos devem ser levados de casa pela família, para garantia de que sejam bem mantidos e dentro das normas aprovadas.
• Crianças estão bem mais seguras quando sentadas no banco de trás.
• O cinto de segurança, de grande importância para a proteção, pode não constar em carros de alguns países.
AFOGAMENTO: É a 2ª causa mais freqüente de morte nos pequenos viajantes. Crianças podem não estar familiarizadas com as ameaças nos oceanos e rios. Piscinas podem não contar com pessoal treinado para qualquer eventualidade de risco de afogamento.
• Supervisão próxima a criança na água é essencial.
• Equipamentos apropriados para viagens de barco ou lancha, tais como, coletes salva vidas, podem não estar disponíveis em determinados países.
• Calçados adequados para proteção dos pés afim de evitar danos em ambientes marinhos.
A esquistossomose é um risco para adultos e crianças em áreas endêmicas. Deve-se evitar nadar ou brincar em rios. A transmissão se dá pela penetração do Schistossoma mansoni através da pele.
PS- Publicado originalmente pela autora no site:www.prophylaxis.com.br
Viagem segura com crianças

Capítulo V-MALÁRIA
Não existe vacina para a malária.
A prevenção se faz com medidas para evitar picadas de mosquitos e com o uso de medicamentos específicos durante a viagem quimioprofilaxia.
A atividade do mosquito que transmite a malária (Anopheles) se dá do entardecer ao amanhecer. O pico de atividade do mosquito é às 2 horas da madrugada, por isso o período de maior proteção deve ser à noite, quando as pessoas dormem.
A quimioprofilaxia não impede que a pessoa seja infectada quando picada pelo mosquito transmissor, porém, previne a evolução da doença para formas graves. Para isso o viajante deve ser orientado pelo serviço de medicina de viagem que vai avaliar os cuidados a serem prescritos levando em conta:
A) o tempo em que ele vai permanecer no local de risco.
B) as condições de hospedagem - hotel com ar condicionado ou não, acampamento, casa de parentes ou amigos, e outros.
C) permanência em área urbana com boa infra-estrutura ou em áreas rurais ou em cidades com saneamento básico deficiente.
D) tipo de atividade – safari, trilhas em matas ou florestas, etc.
Muito importante é saber se no local existe possibilidade de atendimento médico em 24h, quanto mais cedo se iniciar o tratamento maior a possibilidade de cura.
Se o viajante for permanecer longe de serviços de saúde, pode-se até indicar o auto-tratamento, isto é, ele leva consigo um kit tratamento que inicia aos primeiros sinais de febre enquanto se dirige a um local que tenha atendimento médico.
Não existe vacina para a malária.
A prevenção se faz com medidas para evitar picadas de mosquitos e com o uso de medicamentos específicos durante a viagem quimioprofilaxia.
A atividade do mosquito que transmite a malária (Anopheles) se dá do entardecer ao amanhecer. O pico de atividade do mosquito é às 2 horas da madrugada, por isso o período de maior proteção deve ser à noite, quando as pessoas dormem.
A quimioprofilaxia não impede que a pessoa seja infectada quando picada pelo mosquito transmissor, porém, previne a evolução da doença para formas graves. Para isso o viajante deve ser orientado pelo serviço de medicina de viagem que vai avaliar os cuidados a serem prescritos levando em conta:
A) o tempo em que ele vai permanecer no local de risco.
B) as condições de hospedagem - hotel com ar condicionado ou não, acampamento, casa de parentes ou amigos, e outros.
C) permanência em área urbana com boa infra-estrutura ou em áreas rurais ou em cidades com saneamento básico deficiente.
D) tipo de atividade – safari, trilhas em matas ou florestas, etc.
Muito importante é saber se no local existe possibilidade de atendimento médico em 24h, quanto mais cedo se iniciar o tratamento maior a possibilidade de cura.
Se o viajante for permanecer longe de serviços de saúde, pode-se até indicar o auto-tratamento, isto é, ele leva consigo um kit tratamento que inicia aos primeiros sinais de febre enquanto se dirige a um local que tenha atendimento médico.
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