domingo, 22 de agosto de 2010

Terminou a fase de alerta da pandemia da gripe

O mundo não está mais na fase 6 do alerta de Influenza Pandêmica. Estamos agora mudando para o Período Pós- pandêmico.
Esta decisão foi tomada tendo como base a reunião do Comitê de Emergência da OMS que avaliou a situação global e os relatórios de alguns países que estão agora vivenciando influenza.
Ao entrarmos no período pós- pandêmico não significa que estamos livres do vírus H1N1e que a população pode relaxar.
Baseados na experiência de pandemias passadas, é esperado que o vírus adote, depois de algum tempo, o comportamento do vírus da influenza sazonal e que continue a circular ainda por alguns anos.
Neste período pós-pandêmico, surtos localizados de diferentes magnitudes podem mostrar níveis significativos de transmissão.
Globalmente os níveis e padrões da transmissão de H1N1 estão diferindo bastante do que foi observado durante a pandemia. Surtos fora da estação não têm sido notificados em ambos os hemisférios (norte e sul). Os surtos de H1N1 tem tido intensidade semelhante aos produzidos nas epidemias de influenza sazonal.
No período pandêmico o H1N1 era predominante, agora muitos países estão notificando uma mistura de vírus influenza como costuma ocorrer na influenza sazonal.
Estudos recentes têm mostrado que 20 a 40% das populações foram infectadas pelo H1N1 e isso representa algum nível de proteção para estas populações. Muitos países, como o Brasil, tiveram boa cobertura vacinal principalmente em grupos de alto risco e esta cobertura aumenta a imunidade da comunidade.
A continuação da vigilância é extremamente importante.
Baseado em evidências e experiências de outras pandemias é esperado que o vírus continue a causar doença grave em grupos de idade jovem, principalmente no período imediato pós-pandêmico.Uma pequena proporção de pessoas infectadas durante a pandemia, principalmente jovens, crianças menores de 2 anos e gestantes, desenvolveu uma forma grave de pneumonia viral primária de difícil tratamento que não é típico da influenza sazonal. Não se sabe quando este padrão vai mudar. Durante o período pós- pandêmico é preciso enfatizar a necessidade de vigilância epidemiológica e laboratorial do vírus da influenza com maior apuro.
A OMS avisa que casos e surtos locais de H1N1 podem continuar ocorrendo e em alguns locais estes surtos podem ter um impacto substancial na comunidade.
Os motivos acima nos levam a continuar indicando e incentivando a vacinação para os não vacinados, principalmente o adulto jovem, a criança e as gestantes.
A vacina combinada nas próximas estações terá na sua formulação o vírus H1N1 além dos vírus da influenza sazonal que circulam nos hemisférios norte e sul a cada ano. Lembramos a importância desta vacinação ser realizada anualmente.

domingo, 25 de julho de 2010

Republicação: Serviço de Medicina de Viagem

O Serviço de Medicina de Viagem da Prophylaxis, clínica de vacinação que segue rigorosamente as normas de qualidade da OMS, foi criado com o intuito de proporcionar ao viajante atendimento preventivo de agravos, incluindo a aplicação das vacinas necessárias de acordo com o destino a que cada um se dirige, de maneira a evitar adoecimentos e contratempos. A Prophylaxis tem uma rede de atendimento que conta com 29 unidades, sendo que os atendimentos específicos para viajantes são realizados nas Unidades do Rio de Janeiro do Leblon e do Arpoador, por equipe que consta de médica -Dra. Meri Baran- e pessoal de enfermagem. Nas demais unidades existe um protocolo de ações (procedimentos) em como orientar o interessado em concretizar a consulta e também obter acesso a material informtivo.
O ideal é que a pessoa procure o atendimento 4 a 6 semanas antes da data da viagem e no mínimo, 10 a 15 dias. Para marcar consulta ligue para (21) 2495-1020 ou (21)2491-6364, informando a data da viagem e os locais para onde se dirige. A equipe do serviço está sempre atualizada com as ocorrência de surtos, epidemias e doenças de uma maneira geral de cada país.
Site: www.prophylaxis.com.br
P.S.- Veja em "postagens mais antigas" o artigo sobre Medicina de Viagem.

sábado, 24 de julho de 2010

Situação epidemiológica daInfluenza A H1N1 no Brasil

Segundo dados do Ministério da Saúde (Secretaria de Vigilância em Saúde),no período de janeiro a julho de 2010 foram notificados 7.289 casos. Deste total, 10% (727) foram confirmados como influenza pandêmica H1N1.
A região sudeste apresenta a maior proporção de casos notificados, 43.2% (3.357), porém a região sul apresenta a maior proporção de casos confirmados (289) seguida de perto pela região norte (256).
Em 2010, a primeira quinzena do mês de março apresentou a maior freqüência de casos confirmados para influenza A H1N1 em função do pico registrado na região norte. A partir de abril observa-se uma redução contínua da incidência de casos confirmados em todo o país.
Do total de casos confirmados, 52,1% apresentavam pelo menos uma condição de risco para gravidade. Média de idade - 24 anos, predomínio do sexo feminino (61,8%), sendo que 69,9% eram mulheres em idade fértil e destas, 36% eram gestantes.
Foram notificados 769 óbitos suspeitos de influenza pandêmica. Destes, 91 foram confirmados. 60 estão sob investigação. Entre os óbitos confirmados, a média de idade foi 28 anos e o sexo feminino foi o mais freqüente com 70,3% ( 64) dos óbitos confirmados, sendo que (67,2%) eram mulheres em idade fértil; destas 53,5% (23) eram gestantes.As gestantes representaram 25,3% do total de óbitos confirmados.A região Norte apresentou a maior proporção de óbitos confirmados, 42 (56,8%). Esta maior proporção ocorreu até o mês de março com significativa redução a partir de então.
Pelos dados relatados conclui-se que ainda não dá para relaxar pois o vírus continua circulando em nosso país. Os jovens são os mais atingidos, principalmente as mulheres. A gestante tem importante participação nos casos graves e óbitos.
No geral, a campanha de vacinação atingiu a meta proposta pelo Ministério da Saúde mas alguns grupos como gestantes, adulto jovem de 30 a 39 anos não conseguiram alcançar esta meta. Os postos de saúde e clínicas de vacinas continuam oferecendo a vacina. Lavar as mãos com frequencia e adequadamente deve sempre ser lembrado como um fator importante de proteção.
Meri Baran

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Atualização da ocorrência de Influenza A H1N1 no mundo

Até 12 de julho de 2010, mais de 214 países notificaram casos confirmados laboratorialmente de influenza pandêmica, incluindo 18.209 óbitos.
Monitoramento pela OMS (Organização Mundial de Saúde):
De uma maneira geral no mundo, a atividade de influenza pandêmica (H1N1) e sazonal permanece baixa.
A transmissão ativa do vírus da influenza pandêmica persiste principalmente no Caribe, Oeste da África, Sul e Sudeste da Ásia. No Hemisfério Sul e nas áreas de clima temperado os vírus pandêmico e sazonal têm sido detectados esporadicamente neste inverno.
Na Ásia, as áreas mais ativas de transmissão de influenza pandêmica estão em regiões do Sul da India, Bangladesh, Singapura e Malásia. A India tem apresentado notificações recentes de vírus pandêmico em Kerala, Sul da India, incluindo alguns casos graves e fatais principalmente entre mulheres grávidas. Em Bangladesh e Singapura as infecções respiratórias agudas declinaram abaixo dos níveis de alerta e as amostras testadas positivas para vírus pandêmico caíram de 28 para 19%. Na Malásia, em junho de 2010, houve um declínio mas continua a circulação do vírus pandêmico. Na Ásia Ocidental a atividade pandêmica e sazonal permanece muito baixa. China e Japão têm índices de influenza que permanecem em níveis básicos para a estação do verão.
Nas Américas, de uma maneira geral, a atividade da influenza pandêmica e sazonal permanece baixa. Excessão: 1) Cuba onde o pico da transmissão foi em abril e maio mas tem apresentado diminuição; 2) Colômbia e Peru com atividade da influenza regional, mostrando uma tendência de aumento de notificação de doença respiratória aguda. A América do Norte tem mantido níveis baixos de atividade
Na África Sub Saariana, a atividade de influenza pandêmica e sazonal tem sido limitada a alguns países: Gana, na África oriental, continua a ter ativa circulação do vírus pandêmico – o pico foi em abril de 2010; a proporção de amostras positivas testadas foi de 16 a 23% nas 2 ultimas semanas.
A OMS continua mantendo o nível de alerta 6 - PANDEMIA.

domingo, 23 de maio de 2010

CUIDADOS DE SAÚDE PARA QUEM VAI A COPA

Antes da Viagem: de preferência marque uma consulta num serviço de medicina de viagem 4 a 6 semanas antes da partida. O médico vai rever seu itinerário e sua história médica para transmitir informações de segurança para a sua saúde.
-Vacinas: Você deve atualizar suas vacinas de rotina para viagens: tétano, difteria, coqueluche, pólio, sarampo, rubéola e caxumba. Muita atenção para a vacina do sarampo, pois ocorreu uma epidemia recente naquele país.
- Febre Amarela – o Brasil é considerado área de risco para febre amarela portanto,você necessita do “certificado internacional de vacinação”. No Rio de Janeiro a vacina é aplicada nos postos de saúde e o certificado internacional é obtido somente no posto da ANVISA localizado no aeroporto Tom Jobim (funciona 24 horas), mediante apresentação do comprovante emitido pelo posto de saúde e presença da pessoa que vai viajar.
Além destas, outras vacinas são importantes e o médico vai avaliar, dependendo do local da África do Sul que você vai visitar e qual vai ser sua atividade lá. São elas:
1- Influenza sazonal e pandêmica (A H1N1) – Será inverno na África do Sul durante a copa, estação do vírus influenza. Proteja-se para estas duas possibilidades, principalmente contra a H1N1.
2- Hepatite A e B – a hepatite A pode ser transmitida por água e alimentos contaminados bem como através de mãos contaminadas. A hepatite B pode ser transmitida por via sexual, uso de drogas injetáveis e transfusões de sangue.
3- Febre tifóide – principalmente se você vai visitar cidades em áreas rurais com deficiência de saneamento básico.
Durante a viagem:
- Alimentos e água seguros - Você deve comer somente alimentos cozidos e quentes. Não coma alimentos que estejam na temperatura ambiente por várias horas e alimentos de ambulantes nas ruas. Evite alimentos crus. Frutas descascadas por você mesmo podem ser consumidas cruas. Lave bem as mãos antes de se alimentar. Beba somente água industrializada, de preferência com gás.
- Malária – Em algumas áreas da África do Sul ocorre malária, bem como outras doenças transmitidas por mosquitos e carrapatos. Das nove cidades aonde vão se realizar os jogos, oito não apresentam risco de malária. Apenas Nelspruit, que é considerada a capital selvagem da África do Sul, tem risco de transmissão de malária. Nesta cidade fica localizado o Kruger National Park onde o turista costuma desfrutar dos safáris e nele é encontrado o mosquito transmissor da malária.
Proteja-se contra picadas de mosquitos e carrapatos:
• Use blusas de mangas compridas, calças compridas, tênis ou botas com meias.
• Aplique um repelente de longa duração à base de DEET ou Icaridina na pele exposta.
• Se não estiver em quarto com ar condicionado, durma com mosquiteiro impregnado com inseticida (permetrina). A atividade do mosquito da malária se dá do entardecer ao amanhecer e o pico de atividade é às 2 horas da manhã.
• Use um inseticida spray no seu quarto após fechar janelas e portas.
- Diarréia do viajante – É o problema de saúde mais comum. Pode ser acompanhada de náuseas, vômitos, dor abdominal e febre. É adquirida através da ingestão de água e alimentos contaminados. É importante prevenir a desidratação. Tome bastante líquido e um sal de reidratação oral. Se a diarréia ficar muito freqüente, muito líquida ou contiver sangue procure atendimento médico.
Raiva – É transmitida por mordedura de animais infectados principalmente cães e morcegos. Se você for mordido por um animal procure imediatamente atendimento médico para fazer a prevenção com vacinas. Evite contato com macacos.
Doenças sexualmente transmitidas –
• Use preservativos.
• Não compartilhe seringas e agulhas, inclusive tatuagens.
• Se você tem uma condição médica que demanda injeções, como diabetes, leve com você seringas e agulhas. Este material também é vendido nas farmácias da África do Sul.
Lembretes importantes! Lavar mãos com água e sabão durante 10 a 15 segundos antes de comer, ao sair do banheiro, ao chegar no hotel,etc. Leve na bolsa álcool gel a 70% para usar em lugares onde não é possível água e sabão. Este cuidado é importantíssimo para prevenir gripe, hepatite A, febre tifóide, diarréia, poliomielite e outros.
- Não esqueça de levar um kit de medicamentos com analgésicos, anti térmicos, termômetro,band aid e outros.

Boa Viagem! E que o Brasil seja “campeão”!

domingo, 16 de maio de 2010

AINDA ESCLARECENDO DÚVIDAS SOBRE A VACINA DA GRIPE H1N1

Continuo recebendo perguntas sobre a vacina H1N1 e como saiu uma publicação do Nº 41 do "Nosso Jornal Rio" com respostas minhas, vou reproduzi-la aqui, e adicionar mais algumas.

E você, já tomou a vacina?
O Nosso Jornal Rio, mais uma vez, voltou a procurar a Drª Meri Baran para elucidar algumas dúvidas em relação a H1N1.

. As dúvidas continuam em relação a vacinação da H1N1. Essa vacina é indicada para todas as pessoas ou somente aquelas que se encontram nos grupos de risco?
-A vacina pode ser utilizada para todas as pessoas e certamente traz o benefício da imunidade para o H1N1. O que foi observado nos 214 países onde o vírus circula é que as pessoas que têm mais tendência a fazer formas graves de gripe por H1N1, podendo até evoluir para o óbito, são as mulheres grávidas, as crianças menores de 2 anos, o adulto jovem na faixa etária de 20 a 39 anos mesmo saudáveis, pessoas de qualquer faixa etária que tenham uma doença crônica como os cardiopatas, os diabéticos, os imunodeprimidos (HIV, câncer, leucemia, uso de medicamento imunodepressor- corticóides, quimioterapia etc.), os neuropatas, os renais crônicos e outros.
Ficou definido pela OMS (Organização Mundial de Saúde) que os países adotariam o esquema de priorizar os grupos de risco, possibilitando a produção e distribuição para um número enorme de países. O Brasil, país continental, tem um programa de vacinação gratuita. O Ministério da Saúde compra as vacinas e distribui para todo o país. A meta é vacinar 90 milhões de pessoas. A vacina é cara e o quantitativo necessário é muito grande e assim como outros países, o Brasil adotou o esquema de vacinação de grupos de risco.
As Clínicas de Vacinação da rede privada estão adquirindo dos laboratórios produtores uma vacina que contempla os vírus da gripe comum e o H1N1 e que pode ser aplicada para todas as faixas etárias sem restrição.

. A vacina H1N1 dói ? Após a vacina o braço pode ficar dolorido?
- É comum uma reação local com inchação e dor que tende a desaparecer espontaneamente a partir do 3º ou 4°dia. O uso de compressas geladas dá um certo alívio e no caso de dor mais forte pode ser usado um antitérmico tipo paracetamol ou dipirona. Se o local apresentar sinais inflamatórios, como vermelhidão e calor, deve ser procurada assistência médica, pois um erro de técnica pode resultar na formação de um abcesso. Esta ocorrência é muito rara e pode acontecer com a aplicação de qualquer vacina ou medicamento injetável.

. Se a pessoa estiver febril ou algum tipo de virose, ela pode se vacinar?- É melhor adiar e fazer a vacina quando já estiver bem.

. Quais são os efeitos colaterais da vacina?- Os efeitos colaterais locais como dor e inchação são os mais frequentes.
Também são observados efeitos colaterais sistêmicos. Os mais frequentes são dor de cabeça, febre abaixo de 39°C, dor muscular, durando em torno de 48 h. A incidência desses efeitos é baixa (menos de 0,1% das pessoas vacinadas).

. Pessoas da terceira idade podem tomar esta vacina junto com a da gripe tradicional? Há alguma contraindicação?- Os idosos que têm alguma doença crônica podem e devem tomar as duas vacinas concomitantemente. Os idosos saudáveis fazem somente a vacina H1N1. As contraindicações são as mesmas para todas as faixas etárias e para as duas vacinas. São as seguintes: 1-pessoas que já tomaram uma dose anterior e tiveram uma reação anafilática (urticária forte, edema de glote, choque anafilático); 2- pessoas que têm alergia ao ovo; 3- pessoas com quadro infeccioso agudo (viroses, infecções bacterianas, gastroenterite) devem adiar e utilizar a vacina quando já estiverem bem.

. As pessoas que não se encontram nos grupos de risco poderão tomar a vacina no Posto de Saúde?Não. Na rede pública a vacina só está sendo oferecida para os grupos de risco.

.Qual é o grau de eficiência dessa vacina?- A eficiência desta vacina é muito boa , ficando entre 90 a 95% de proteção nos adultos com uma só dose e nas crianças após duas doses. Vários estudos publicados em revistas muito bem conceituadas, como New England e The Lancet e realizados com um número significativo de pessoas após receberem a vacina, demonstram esta boa eficácia.

. Como anda o controle das vacinas nos laboratórios particulares?- A Vigilância Sanitária tem um setor que controla clínicas privadas de uma maneira geral. Todas as clínicas de vacinação são avaliadas por técnicos da Secretaria Municipal de Saúde e da Vigilância Sanitária e a permissão para vacinar depende das condições, físicas e técnicas das mesmas. Na sua grande maioria, as clínicas privadas seguem as recomendações do Programa Nacional de Vacinação do Ministéro da Saúde e as recomendações da OMS.

Outras perguntas que têm sido feitas por telefone , email e pelo blog:
- Posso tomar a vacina junto com outras, como por exemplo a do tétano?R: A vacina contra influenza é uma vacina de vírus inativado e pode ser aplicada com qualquer outra vacina.

- Quantas doses devem ser dadas ao adulto e a criança?
R: O adulto fica imunizado com apenas uma dose de 0,5 ml; a criança menor de 2 anos necessita de 2 doses de 0,25 ml com intervalo de 30 dias; a criança de 3 a 8anos 11 meses e 29 dias necessita de 2 doses de o,5 ml com intervalo de 30 dias.

- O idoso deve tomar as 2 vacinas, isto é, a da gripe comum e a H1N1?
R: O idoso saudável deve tomar apenas a vacina da gripe comum e o idoso com doença crônica deve tomar as duas.

- Se a criança atrasar a 1ª dose, ela deve ser repetida e 1 mês depois fazer uma 2ª dose?
R: Não, a 1ª dose não perde o efeito mesmo atrasando. Ela só necessita tomar a 2ª dose.

- É proibido o uso de bebida alcoólica após o uso da vacina?
R: Não, mas para seu bem estar geral nunca abuse de bebidas alóólicas. Use com moderação.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

DESASTRES NATURAIS - CHUVAS FORTES E ENCHENTES

Nos últimos dias o Estado do Rio de Janeiro se viu assolado por chuvas fortes com precipitação acima de 260 mm, que causou desastres graves como enchentes e deslizamento de terra com um número enorme de vítimas.
As enchentes dão como conseqüência doenças infecciosas transmitidas pela água e alimentos contaminados, principalmente Leptospirose, Hepatite e Diarréias. Destas, a que traz maior preocupação é a Leptospirose, a mais grave, que em enchentes ocorridas em 1988 e 1996 causou epidemias importantes no Rio de Janeiro.
A transmissão se dá através do contato da pele lesada com a água e lama das enchentes que está contaminada por uma bactéria chamada leptospira. Esta bactéria é eliminada na urina de animais, principalmente ratos nas áreas urbanas e pode permanecer no solo por um período prolongado. Quando ela penetra na pele atinge vasos sanguíneos e vai produzir doença infecciosa que, numa proporção de aproximadamente 30%, pode produzir doença grave.
60 a 70% dos casos evoluem de forma benigna e apresentam os seguintes sintomas: febre, dor de cabeça, prostração, dor muscular, principalmente na panturrilha, náuseas, vômitos e às vezes diarréia. Estes casos não apresentam icterícia.
Os casos que evoluem com gravidade têm início semelhante, porém, no 4º ou 5º dia, apresentam comprometimento do fígado (icterícia), comprometimento renal, (insuficiência renal) e podendo dar também comprometimento pulmonar de alta gravidade (hemorragia pulmonar).
O tratamento de casos benignos e graves é feito com antibióticos.
O diagnóstico laboratorial consiste de sorologia e cultura.
Pessoas que apresentam os sintomas iniciais e história de ter contato com água de enchente devem ser medicadas com antibiótico, mesmo antes do resultado laboratorial.
Cuidados importantes:
1- Em situações de chuva abundante com ocorrência de alagamentos, se estiver em lugar seco e seguro, aguarde a chuva melhorar e as águas baixarem.
2- Se por questões de segurança for imperioso entrar na água, não retire o calçado dos pés; se houver oportunidade envolva sacos plásticos nos pés e pernas.
3- Ao limpar a casa, calçadas ou ruas use de preferência, luvas e galochas ou na falta delas envolva mãos, pernas e pés com sacos plásticos duplos.
4- È muito comum as pessoas sofrerem ferimentos ao atravessar áreas de enchentes. È importante verificar a quanto tempo foi vacinado contra o tétano e se tiver ultrapassado 10 anos, é importante uma dose de reforço.
5- Se houver suspeita que a água de consumo está contaminada utilize água fervida ou água clorada (para 1 litro de água 2 gotas de água sanitária; deixar repousar durante meia hora antes de utilizar).