sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Viagem segura com crianças


Capítulo III – CUIDADOS COM A ALIMENTAÇÃO

Alimentos seguros são comidas e bebidas preparadas ou servidas de forma a reduzir o risco de transmissão de doenças. Exemplo de doenças transmitidas por água e alimentos contaminados:
Gastroenterite (diarréia, vômitos), Hepatite A, Febre tifóide, Hepatite E, Cólera, Cisticercose.
São considerados alimentos seguros:
• Comida servida quente
• Bebidas industrializadas (refrigerantes, água mineral de preferência com gás).
• Bebidas fervidas: água, chá, café, leite.
Evitar:
• Comidas cruas
• Água sem identificação de origem, sucos e bebidas com gelo (evitar gelo por não se saber a origem da água).
• Comidas mesmo cozidas expostas durante longo tempo após o preparo.
• Comida em vendedores ambulantes.
• Observação: Frutas bem lavadas e descascadas por pessoa que cuida da criança representam baixo risco, desde que manipuladas adequadamente. Lavar bem as mãos com água e sabão cada vez que manipular alimentos.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Viagem segura com crianças

Capítulo II- Diarréia e Desidratação

Crianças pequenas e lactentes em viagens estão em alto risco para diarréia e outras doenças transmitidas por água e alimentos contaminados; isto se deve à limitada imunidade pré-existente da criança e a fatores ambientais tais como o contato mão/boca e visita a locais com saneamento e condições higiênicas deficientes. Crianças desidratam mais rapidamente do que adultos. Casos de diarréia acompanhada de vômitos são mais preocupantes e exigem atenção.

Sinais e sintomas de desidratação: boca seca, sede, ausência ou diminuição de saliva, ausência de lágrimas, diminuição do volume urinário, ao provocar uma prega na pele do abdômen, a mesma se desfaz lentamente ou não se desfaz (casos mais graves). Se não houver melhora torna-se necessária assistência médica imediata para hidratação venosa.
Hidratação oral
O soro oral pode ser adquirido em farmácia antes da viagem - trata e previne a desidratação e deve ser dado aos poucos na mamadeira ou na colher. Além do soro, oferecer água e outros líquidos como água de côco.
Quando ocorrer fezes com sangue, e/ou febre acima de 38,5º C e/ou vômitos persistentes deve-se procurar assistência médica, pois pode ser necessário o uso de antibióticos e hidratação venosa.
Alimentação
Não há necessidade de interromper o aleitamento materno, que é a melhor maneira de se prevenir diarréias.
Crianças maiores devem continuar a dieta normal, se não houver vômitos.
Evitar alimentos condimentados e gordurosos.

Medidas de prevenção
• Lavar com freqüência as mãos com água e sabão ou usar álcool gel a 70º são hábitos importantes para prevenir diarréias.
• Usar somente água industrializada para beber, preparar alimentos e também para escovar dentes em locais com saneamento deficiente.
• Evitar produtos frescos não pasteurizados e alimentos crus.

Viagem segura com crianças


Capítulo I - Vacinas

Para que a criança viaje protegida é de suma importância que as vacinas do calendário de rotina da criança estejam atualizadas. Apesar de já termos a Poliomielite (Paralisia Infantil) erradicada e o Sarampo eliminado nas Américas, ainda existem países onde estas doenças continuam ocorrendo.
Vacinas habituais, como a tríplice bacteriana (tétano,difteria,coqueluche), hemófilo, poliomielite, tríplice viral (sarampo,rubéola, caxumba), hepatite B, hepatite A, influenza (gripe), varicela devem ser checadas e, se necessário, atualizadas.
Também são igualmente importantes as vacinas recomendadas de acordo com o destino da viagem, como febre amarela, febre tifóide, cólera e diarréia causada pela Escherichia coli enterotoxigênica, meningite meningocócica, poliomielite e raiva; deve-se ainda levar em conta a vigência de surtos de doenças locais.
Vacina contra a Febre Amarela
Áreas de risco no mundo: África Sub Saariana, América do Sul e América Central.
Para deslocamentos internos no Brasil não há exigência da vacina contra a febre amarela, porém é da máxima importância que as pessoas viajem vacinadas para as áreas recomendadas pelo Ministério da Saúde.
Áreas de risco para Febre Amarela no Brasil: todos os estados que constituem a Amazônia Legal: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins; partes da região nordeste (Maranhão, Sudoeste do Piauí, oeste e extremo sul da Bahia), do Sudeste (Minas Gerais, oeste de São Paulo e norte do espírito Santo) e do Sul (oeste do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul).
A vacina confere imunidade por 10 anos. Deve ser aplicada pelo menos 10 dias antes da viagem. Está disponível nos postos de saúde pública e nas clínicas privadas que tem convênio com a ANVISA, sendo fornecido um comprovante no momento da aplicação. Para viagens internacionais é exigido um “Certificado Internacional de Vacinação contra a Febre Amarela”, que somente é expedido pela ANVISA (setor de portos e aeroportos) mediante apresentação do comprovante da vacinação.
No Rio de Janeiro o posto da ANVISA fica localizado no Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim.

Viagem segura com crianças


Introdução:
Com a chegada das férias é grande o número de famílias que viajam com suas crianças para locais no Brasil ou no exterior.
No mundo, o número de crianças que viaja tem aumentado consideravelmente. Estima-se que um milhão e novecentas mil crianças viajam para o exterior por ano.
Os problemas de saúde mais comuns em crianças em viagem são:
• Doenças diarréicas
• Malária
• Acidentes com veículos motorizados e acidentes relacionados com água (mar, piscina).
Para uma viagem segura, sem surpresas desagradáveis, é fundamental observar certos cuidados que vão garantir esta segurança e que são mais apropriados quando obtidos através de um serviço de medicina de viagem.
Mudanças dos esquemas habituais de vida, de atividades e do ambiente podem ser estressantes para a criança. A inclusão na bagagem de brinquedos familiares e outros objetos representativos para a criança podem diminuir este stress.
Este tema será abordado em 8 capítulos: Vacinas, Diarréia e desidratação, Cuidados com a alimentação, Precaução contra insetos, Malária, Acidentes, Viagens aéreas e Exposição ao sol.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Férias e viagens sem sobressaltos

Mês de janeiro, mês das férias e de viagens que possibilitam conhecimento de novos lugares, diversões, esportes, compras, e uma série de atividades prazeirosas sem a inclusão de nenhum acontecimento que atrapalhe. Para isto o viajante deve estar preparado com medidas preventivas capazes de garantir as férias prazeirosas tão almejadas.
Os locais visitados podem ter características muito diferentes do habitual e oferecer riscos principalmente no que se refere a doenças infecto contagiosas. Assim locais com sanemento básico deficiente, países ou regiões no Brasil que apresentam doenças endêmicas como febre amarela, dengue, malária, poliomielite e outras requerem que o viajante esteja protegido.
Alguns países apresentam ocasionalmente ocorrência de epidemias variadas. Mesmo em países de primeiro mundo ainda ocorrem epidemias de sarampo (já considerado eliminado nas Américas), coqueluche e outras.
Os cuidados devem ser tomados antes e durante a viagem. Vacinas, proteção contra doenças transmitidas por inseto, cuidados na alimentação para evitar a famosa diarréia do viajante são precauções importantes e que um serviço de medicina de viagem pode avaliar e orientar de acordo com as características do local do destino e das atividades do viajante.
Para maiores detalhes assessem o informe que escrevi no site "www.prophylaxis.com.br", na página inicial, clicando na janela "boletim on line" As férias chegaram. Tudo pronto para a viagem .
Em alguns dias estaremos publicando "Viagem segura com crianças".

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Febre do Chikungunya no Brasil

O Ministério da Saúde noticiou a ocorrência de 3 casos importados de Febre do Chikungunya no Brasil. Dois casos (um homem de 55 anos e uma mulher de 25 anos)são de São Paulo; o terceiro caso (um homem de 41 anos) é do Rio de Janeiro. Os dois homens apresentaram sintomas após viagem a Indonésia e a mulher, após viagem a India.
A importância da notificação destes casos é que esta doença é transmitida pela picada de mosquito e esse mosquito é nada mais nada menos que o nosso Aedes aegypti que transmite o dengue.
Por enquanto, não há evidências de circulação deste vírus no Brasil, porém é importante que as vigilâncias epidemiológicas dos municípios e estados fiquem alertas.
Este vírus costuma circular na África e na Ásia. Em 2007 ocorreu um surto na Itália. No ano passado a Ásia apresentou epidemias importantes: foram 49.069 casos na Tailândia e 4.430 casos na Malásia.Em agosto de 2010 a India notificou 16.870 casos suspeitos em 14 estados.
A febre do Chikungunya é uma doença infecciosa causada por um vírus e transmitida através da picada do mosquito Aedes aegypti infectado. Os sintomas são febre alta,dores articulares com ou sem inchação,dor de cabeça, náuseas, vômitos, fadiga intensa e uma erupção no corpo (rash). Parte das pessoas desenvolvem a forma crônica da doença, caracterizada por dores articulares que podem durar de 6 meses a 1 ano. A mortalidade é baixa.
Não existe vacina para esta doença.
A pessoa que vai viajar para países onde existe circulação deste vírus deve se proteger usando repelentes com tempo de proteção prolongado (DEET ou Icaridina), roupas adequadas (calça comprida, blusa de mangas compridas, tenis e meias). Locais de hospedagem com ar condicionado e/ou janelas e portas teladas garantem melhor proteção.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Epidemia de cólera no Haiti - e os riscos continuam.

Milhares de pessoas estão sem teto no Haiti devido ao terremoto que ocorreu em janeiro de 2010. Essas pessoas vivem em campos ao redor das cidades, em condições sanitárias deploráveis.Não é de se estranhar a ocorrência de uma epidemia de cólera nestas condições de vida.
Até 3 de novembro de 2010, foram notificados 6.742 casos e 442 óbitos. Nos últimos 4 dias ocorreram 105 óbitos. Existem 1978 casos hospitalizados. O número de casos novos nestes últimos dias cresceu 41% e o número de óbitos, 31%. A OMS alertou que a epidemia está longe de acabar e que o Haiti deve se preparar para o pior cenário, se a epidemia atingir a capital, PortoPríncipe, de alta densidade populacional.
Pesquisadores médicos no Haiti acreditam que a fonte original da bactéria seja de algum lugar do sul da Ásia. O DNA isolado de 13 amostras de vítimas da cólera foram idênticos, mostrando que a epidemia vem de uma única cepa que comparada a outras que circulam no mundo, parece ser originária da Ásia. Novos estudos vão permitir conclusões mais precisas.
Cepas de cólera circulam em diferentes regiões do mundo devido às viagens globais de turismo e comércio. Esta cepa provavelmente deve ter sido transmitida por alimento ou água contaminados por uma pessoa infectada. O Ministro da Saúde do Haiti declarou que existe a possibilidade de que um contingente de paz das Nações Unidas proveniente do Nepal tenha trazido a bactéria para o país. Exames relizados nestes agentes não demonstraram traços de cólera.
Estes acontecimentos chamam a atenção para a vulnerabilidade das populações que vivem em condições sanitárias desfavoráveis a bactérias tao danosas com a da cólera, propiciando epidemias trágicas.
As pessoas que viajam para locais onde circula a bacteria da cólera, além dos cuidados com a água e alimentos que consomem e lavagem frequente das mãos, devem também receber a vacina contra a cólera que já existe nas clínicas de vacinação do Brasil; é uma vacina oral tomada em 2 ou 3 doses dependendo da idade, com intervalo mínimo de uma semana entre as doses.